25 Melhores filmes para assistir na Netflix em 2020


Rebeca Fuks
Rebeca Fuks
Doutora em Estudos da Cultura

Se você é daqueles entusiastas de cinema então aproveite a sorte dos novos tempos para assistir de casa filmes incríveis na Netflix. Com um catálogo enorme e variado, é fácil se perder entre tantas opções: dramas, comédias, documentários, animações...

Pensando em te dar uma mãozinha, preparamos uma lista com 25 filmes incríveis disponíveis na plataforma de streaming para facilitar a sua escolha.

1. Dois Papas (The two popes) (2019)

O filme dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles tem como pano de fundo um contexto não muito frequente no universo do cinema: a relação de amizade dentro dos grandes escalões da igreja católica.

Os protagonistas aqui são duas figuras importantes no contexto cristão: o cardeal argentino Jorge Bergoglio (vivido por Jonathan Pryce) e o papa Bento XVI (interpretado por Anthony Hopkins).

A trama ganha força quando o cardeal argentino resolve pedir aposentadoria após discordar de uma série de orientações dadas pelo papa. Ele então compra uma passagem para Roma, onde irá formalizar o pedido de afastamento.

Entretanto inesperadamente o papa acaba por ir o visitar antes e, desse primeiro encontro entre os dois religiosos, surge uma longa conversa que se desdobra em encontros futuros e numa relação de amizade profunda. No diálogo, ambos refletem sobre o destino da igreja, os problemas que o catolicismo enfrenta e os seus próprios dilemas pessoais.

2. História de um casamento (Marriage Story) (2019)

Apesar de muitas vezes assistirmos a uma série de divórcios no nosso círculo de amigos e familiares, a verdade é que raramente vemos esse tema no cinema.

O filme de Noah Baumbach veio preencher essa lacuna apresentando o fim de um longo relacionamento vivido por Charlie (Adam Driver) e Nicole (Scarlett Johansson), que gerou um filho pequeno.

Candidato ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original, vemos no longa o destino triste do casamento entre um diretor de teatro e uma atriz. Os dois simplesmente crescem para lados opostos e acabam optando pelo divórcio apesar de todos os custos emocionais e financeiros que a separação implica.

O longa metragem apresenta a perspectiva dos dois lados e também os dramas secundários que envolvem a ruptura de uma longa relação: como será a criação do filho que têm em comum? Como irão partilhar os bens? Como aqueles que estão ao redor vão lidar com a separação?

Leia uma análise completa do Filme História de um Casamento (Marriage Story).

3. O poço (El Hoyo) (2019)

O filme espanhol de ficção científica é uma produção original Netflix com a direção de Galder Gaztelu-Urrutia. Considerado perturbador por muitos, o longa-metragem tem feito enorme sucesso em termos de público e crítica.

A distopia se passa numa prisão vertical e tem um tom de suspense angustiante que agarra o espectador do início ao fim. O filme é pesado, difícil e com muitas interpretações possíveis.

Na prisão vertical existem dois prisioneiros por andar e, todos os dias, uma mesa com um banquete é entregue andar a andar. Enquanto os reclusos do primeiro nível comem tudo o que há, do bom e do melhor, os dos outros andares vão comendo os restos.

O longa-metragem é repleto de simbologias e críticas sociais. O filme é lido por muitos como uma metáfora do conflito de classes.

Se interessou pelo filme e quer saber mais sobre a história? Conheça o artigo Filme O Poço, da Netflix.

4. Becoming: a minha história (Becoming) (2020)

O documentário autobiográfico filmado por Nadia Hallgreen é resultado de uma parceria entre o casal Obama e a Netflix. No filme, com cerca de uma hora e meia de duração, conhecemos um pouco da personalidade de Michelle Obama e vemos a turnê de divulgação do seu livro em 34 cidades. O livro de memórias de Michelle se tornou em alguns meses um dos best sellers do gênero.

Com um tom intimista, a produção apresenta as origens da ex-primeira dama, o seu percurso pessoal e profissional, as escolhas que tomou e como a sua vida mudou depois de Obama ter se tornado presidente.

Vemos ao longo dos 89 minutos a forma como Michelle lidou com o preconceito racial e de gênero até conseguir se estabelecer como figura pública. O documentário é uma oportunidade para quem se interessa por conhecer mais a fundo a vida da mulher que habitou durante oito anos a Casa Branca.

5. O irlandês (The irishman) (2019)

O filme mais recente do diretor Martin Scorsese, um dos maiores cineastas vivos, é passado no contexto do mundo do crime e tem como protagonista Robert De Niro, que já em uma série de outras ocasiões colaborou com o diretor.

O roteiro é uma adaptação do livro I heard you paint houses, de Charles Brandt, que conta ahistória real de Frank Sheeran, um veterano da Segunda Guerra Mundial que supostamente se envolve em um assassinato.

A produção de Scorsese retoma um dos crimes mais marcantes dos Estados Unidos: o sumiço de Jimmy Hoffa, em 1975. Hoffa foi um líder sindical que era envolvido com a máfia. O veterano Frank é acusado de estar envolvido no crime, que até os dias de hoje não foi solucionado. O longa de Scorsese ficcionaliza a relação entre esses dois personagens curiosos.

6. Roma (Roma) (2018)

Imperdível, Roma é um poético relato biográfico inspirado na infância do diretor Alfonso Cuarón.

O longa-metragem que recebeu um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro é ambientado no México dos anos 70 e traz os dramas cotidianos de uma família de classe média alta.

Com um olhar intimista e delicado, Roma é filmado a preto e branco e levanta uma série de questões ainda hoje atuais como a desigualdade social na América Latina, o machismo e a dupla jornada vivida por tantas mulheres que têm que equilibrar vida pessoal e profissional.

Não perca uma análise completa do filme Roma.

7. Não sou um homem fácil (Je ne suis pas un homme facile) (2018)

O protagonista de Não sou um homem fácil é Damien, um machista de carteirinha que vê a sua vida mudar quando sofre um acidente e acorda com o mundo ao contrário: agora quem domina são as mulheres.

A criação francesa nos faz rir justamente porque aponta os absurdos da nossa sociedade contemporânea ainda muito marcada pelos homens nos lugares de poder.

Ao rirmos de Damien acabamos por rir de nós mesmos, afundados num contexto que ainda, infelizmente, não trata com a devida igualdade homens e mulheres. Na ficção, Damien precisará se adaptar à realidade tendo que engolir muitos sapos do sexo oposto.

8. Periodo: o estigma da menstruação (Period. End of sentence.) (2018)

Periodo: o estigma da menstruação

O documentário Periodo: o estigma da menstruação recebeu o Oscar e não poderia passar despercebido por aqui.

A diretora Rayka Zehtabchi nos conta como a menstruação é vista nas comunidades rurais da Índia e de que forma a introdução de uma máquina para criar absorventes íntimos a baixo custo causou uma verdadeira revolução nesses vilarejos.

O filme que trata sobretudo do machismo mostra como uma série de meninas precisam abandonar os estudos e como a falta de produtos de higiene adequados condena à exclusão essas mulheres.

9. Perdi meu corpo (J'ai Perdu Mon Corps) (2019)

A animação francesa dirigida por Jérémy Clapin ganhou uma série de prêmios internacionais e conta a original história de uma mão que busca o próprio corpo.

A mão, que tem consciência própria, foge do laboratório de dissecação onde estava guardada e vaga pelos arredores de Paris tentando encontrar o seu corpo para se sentir completa.

Rápida, ela passeia anônima pelas ruas, sobe as fachadas dos prédios e vai investigar o seu passado que acaba sendo revelado aos poucos através de uma série de flashbacks.

10. Minimalismo: um documentário sobre as coisas importantes (Minimalism: A Documentary About the Important Things) (2016)

Os protagonistas desse documentário são Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, dois rapazes que resolveram mudar de estilo de vida adotando uma postura minimalista no dia a dia.

O filme faz uma severa crítica ao consumismo exacerbado (a cultura de consumo ocidental desenfreada) e apresenta uma maneira diferente de viver o nosso cotidiano sem sermos cercados de tantas coisas (objetos, móveis, roupas, gadgets, peças decorativas).

A ideia dos dois protagonistas é reduzir aquilo que temos ao máximo, ficando apenas com o que é essencial.

11. Ele tem mesmo os seus olhos (Il a déjà tes yeux) (2016)

Ele tem mesmo os seus olhos

A comédia francesa Ele tem mesmo os seus olhos fala sobre relações familiares, adoção e preconceito (as avessas).

Paul e Sali são casados e não podem ter filhos - embora esse fosse o maior sonho do casal. Ansiosos, eles entram na fila de espera da adoção e, um belo dia, recebem o tão esperado telefonema: afinal há um bebê de seis meses pronto para ser adotado por eles!

O diferente aqui é que se trata de um bebê branco de olhos azuis que vai parar numa família composta por pai e mãe negros.

Observamos no longa como a sociedade onde os dois estão imersos não está preparada para lidar com situações não usuais e como o casal reage com o estranhamento das pessoas por terem adotado uma criança que não se parece nada com eles.

12. Black Mirror: Bandersnatch (2018)

Uma produção bastante diferente de tudo aquilo que você já assistiu, esse é Black Mirror: Bandersnatch, uma narrativa interativa onde o telespectador pode escolher que destino terá o jovem programador Stefan (Fionn Whitehead).

Ao todo, o filme, que se passa em 1984, tem cerca de 90 minutos de duração - se for considerado na versão estanque - e inclui nove finais possíveis (que podem fornecer até 312 minutos de conteúdo se o espectador quiser experimentar todas as hipóteses de Stefan).

A história funciona, portanto, como uma espécie de jogo, onde o espectador deixa de ser um receptor passivo sendo convocado para fazer escolhas que interferem diretamente no destino do jovem programador.

13. Bem-vindos a Marly-Gomont (Bienvenue à Marly-Gomont) (2016)

Bienvenue à Marly-Gomont

O filme francês de Julien Rambaldi conta a saga de Seyolo Zantoko (Marc Zinga), que é recém formado em Medicina no Congo e se muda com a família para um vilarejo da França onde recebe uma proposta de trabalho para atuar como médico no centro de saúde.

No interior rural francês conservador, Seyolo acaba por ser ostilizado pela população local. O doutor tem que enfrentar o preconceito racial e a resistência dos franceses, que num primeiro momento se recusam a ser por ele atendidos.

Apesar de se tratar de um filme que aborda questões pesadas como a discriminação racial, o tom de Bem-vindos a Marly-Gomont é leve, com algumas passagens regadas à humor.

14. Solteiríssima (Seriously single) (2020)

Solteiríssima

A comédia romântica Solteiríssima tinha tudo para ser mais uma comédia superficial, mas acabou se revelando mais profunda por abordar, ainda que de uma maneira leve, a questão do racismo. O filme, passado em Joanesburgo, narra as dificuldades que as mulheres negras encontram ao procurarem o par ideal.

Dineo (vivida por Fulu Mugovhani), uma fã da monogamia, de repente se viu solteira tendo que enfrentar o universo dos encontros. Ela partilha as suas aventuras com Noni (Tumi Morake), que é a sua melhor amiga. Tumi Morake, por sinal, é a primeira mulher africana a ter um stand up na plataforma.

Produzida numa parceria com a África do Sul, Solteiríssima tem uma pegada romântica e, ao mesmo tempo, realista.

15. O rapaz que prendeu o vento (The Boy Who Harnessed the Wind) (2019)

O rapaz que prendeu o vento

Inspirado no livro O rapaz que prendeu o vento, o longa metragem conta uma história dramática de superação.

A narrativa, passada na África (mais precisamente no Malawi), em 2001, é baseada na história real de William Kamkwamba. Os protagonistas, a família Kamkwamba, é composta por pais agricultores que desejavam para os filhos um destino mais próspero.

Annie é a filha mais velha, que está indo para a universidade, e o irmão, William (Maxwell Simba), a vê como inspiração. William é o personagem principal da história, que tem como maior sonho estudar. Perspicaz, ele é capaz de consertar o que tiver defeito ao seu redor para ganhar alguns trocados.

A família Kamkwamba entra em apuros depois de uma enorme seca e é William, com a sua engenhosidade, que consegue proporcionar dias melhores para aqueles que mais ama.

16. Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance) (2014)

Um filme que te faz pensar: esse é Birdman, um longa-metragem que discute as fronteiras entre o real e a ficção. Na obra-prima dirigida por Alejandro González Iñárritu temos como personagem principal um ator que representou em tempos um grande super-herói.

Assombrado por esse papel que foi um marco na sua carreira, Riggan Thomson (Michael Keaton) entrou numa espiral descendente de crise pessoal e profissional. Vemos, aos poucos, as consequências que o papel deixou na vida do ator ao som de uma trilha sonora ímpar, de tirar o fôlego.

A produção, que recebeu o Oscar Melhor Filme e Melhor Roteiro Original, faz o espectador refletir e reverbera ainda dias depois de ter assistido o filme.

17. Mogli: a lenda da selva (2018) - classificação etária livre

Mogli é um personagem que fez parte da infância de muitos de nós, por isso também pode ser interessante dar uma chance a essa nova abordagem da história.

O órfão abandonado na selva e criado numa alcateia, por lobos, nessa versão é interpretado por Rohan Chand. Nessa saga um pouco mais violenta e obscura que a versão mais conhecida, a sua maior ameaça é o poderoso tigre Shere Khan, que o tenta levando-o para os perigos da floresta.

A história, baseada em O livro da selva, traz ao público uma fotografia ímpar, com cenas de tirar o fôlego.

18. Toc toc (Toc toc) (2017)

A comédia espanhola de Vicente Villanueva consegue fazer piada com os transtornos mentais e acaba alcançando um resultado leve e divertido.

Os seis pacientes com transtorno obsessivo compulsivo, de tipos diferentes, se conhecem na sala de espera do consultório do famoso psiquiatra Dr.Palomero que promete ser a cura para todos os problemas.

O psiquiatra, no entanto, se atrasa, e os seis pacientes passam a interagir uns com os outros montando uma espécie de dinâmica de terapia de grupo.

19. O despertar de Motti (The Awakening of Motti Wolkenbruch) (2018)

O despertar de Motti

Se desejar mergulhar numa cultura completamente diferente, O despertar de Motti é uma comédia que não pode perder. O filme apresenta o espectador a uma família judaica ortodoxa que traçou planos para a vida de seu filho, Mordechai (para os íntimos Motti), mas que infelizmente o garoto resolveu não seguir a risca.

Repleto de humor, a história no fundo dramática de Motti (Joel Basman) foi escolhida para representar a Suíça no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Motti, que convive no espaço familiar religioso dos pais, também circula e tem amigos fora da comunidade e acaba se apaixonando por uma colega de faculdade que não é da sua religião.

No filme vemos a dificuldade de Motti de agradar a família seguindo as tradições e, ao mesmo tempo, o seu desejo de se tornar independente e encontrar o seu próprio caminho.

20. O menino do pijama listrado (The Boy in Striped Pajamas) (2008)

A obra cinematográfica é uma adaptação do livro O menino do pijama listrado. O filme, lançado em 2008, conta a história do menino Bruno (Asa Butterfield), que tem oito anos e é filho de um oficial nazista que trabalha em um campo de concentração.

Alheio aos problemas da guerra e ao ofício do pai, o menino acaba por fazer amizade com Shmuel (Jack Scanlon). O garoto usa pijama listrado e está do outro lado da cerca eletrificada, em um campo de concentração.

Emocionante, o filme fala acima de tudo sobre a amizade genuína e nos mostra a questão da guerra sobre a perspectiva do olhar da criança.

Se desejar saber mais sobre essa história descubra o artigo sobre a obra literária O menino do pijama listrado.

21. Os Willoughby (2020) - classificação etária livre

O mais novo filme de animação da Netflix é a segunda produção original da categoria realizada pela plataforma (a primeira foi Klaus, que chegou a ser nomeada ao Oscar na categoria).

Dirigido por Kris Pearn, Os Willoughby é uma adaptação bem humorada do livro homônimo que tem uma premissa bastante original: os quatro irmãos acham que os próprios pais são egoístas e que teriam uma vida melhor sem eles.

Motivados a serem notados e bem cuidados, Tim, Jane, Barnaby A e Barnaby B pretendem ser criados por pais amorosos.

O plano dos quatro é enviar os projenitores para umas férias pelo mundo para encontrarem uma nova família, mais acolhedora.

22. Nada a esconder (Le Jeu) (2018)

Nada a esconder

A comédia francesa reúne amigos de longa data em uma situação inusitada - assim poderia ser definido Nada a esconder.

Durante um jantar de confraternização na casa de um deles, um dos amigos propõe um jogo diferente. A gincana é a seguinte: todos devem colocar os celulares no centro da mesa e o que aparecer na tela (chamadas, emails, mensagens) deve ser tratado em voz alta, em público.

O jogo aparentemente inofensivo acaba por provocar uma verdadeira chuva de problemas e os casais à mesa tem que se explicar uns aos outros para justificarem situações constrangedoras.

Nada a esconder é uma comédia contemporânea e muito divertida, pode ser um ótimo passatempo para quem está a procura de boas gargalhadas leves.

23. Atlantique (Atlantique) (2019)

O filme que recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes é uma produção que se passa na região costeira de Dacar, no Senegal. A trama conta a história de um casal: Souleiman (Ibrahima Traoré), um operário da construção civil que, assim como os jovens colegas, deixa de receber o salário na obra em que trabalhava, e Ada, a mulher que ama e o ama de volta, mas é prometida para outro homem.

Para a desgraça de Souleiman tudo corre mal, a crise profissional e pessoal o fazem decidir ir embora do país. Motivado a encontrar um futuro melhor, o garoto resolve imigrar ilegalmente pelo mar rumo à Espanha.

Esse foi o primeiro longa-metragem da diretora francesa com origem africana Mati Diop.

24. Democracia em vertigem (2019)

O documentário Democracia em vertigem, assinado pela cineasta Petra Costa, mostra os bastidores de um período conturbado da vida política do Brasil: o fim do governo do PT e o impeachment da então presidenta Dilma Roussef.

A produção se preocupa em voltar o olhar para um país polarizado, violento e sobretudo em crise que vê as suas instituições de poder serem colocadas a prova.

Apesar de procurar explicar o fenômeno político que o país atravessava, o documentário é também um registro pessoal e poético de como Petra e a sua família experimentaram esse período importante da história do Brasil.

Conheça uma análise do Documentário Democracia em vertigem.

25. Klaus (Klaus) (2019) - classificação etária livre

A primeira animação da Netflix chegou a concorrer ao Oscar e foi dirigida pelo espanhol Sergio Pablos, antigo animador da Disney. A criação merece mesmo ser vista, Klaus fala sobre as origens do papai noel de um modo bastante original.

O longa tem como protagonistas Klaus, um artesão velho, fabricante de brinquedos, e Jesper, um menino mimado que é enviado para longe pelo pai. Os dois se conhecem na gelada e distante Smeerensburg, onde todos os moradores têm péssimo humor.

Klaus, o artesão, mora sozinho no meio da floresta e Jesper trabalha como carteiro numa região onde ninguém envia cartas. Os dois se aproximam então nesse pequeno vilarejo do Ártico e desenvolvem uma bela amizade.

A animação tradicional, feita em 2D, tem detalhes riquíssimos e o filme, além de uma bela história, é também um colírio para os olhos do ponto de vista visual.

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Rebeca Fuks
Rebeca Fuks
Formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2010), mestre em Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013) e doutora em Estudos de Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa (2018).