Melhores filmes de comédia na Netflix em 2022


Revisão por Laura Aidar
Escrito por Rebeca Fuks

Você é um entusiasta das comédias e acha que gargalhar é dos melhores programas que se pode ter numa sexta à noite?

Diante de tantas possibilidades nas plataformas de streaming podemos nos sentir perdidos.

Se esse é o seu caso, pode ir anotando as dicas de comédias que estão no catálogo da Netflix e que farão você se divertir.

1. Não olhe para cima (2021)

Filme Não olhe para cima

Não olhe para cima é um filme lançado no final de 2021 com direção de Adam McKay e um elenco de peso, com nomes como Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence e Meryl Streep.

A produção se tornou um sucesso na plataforma logo após sua estreia, alcançando um número de pessoas impressionante. E não é para menos, pois a história apresenta de maneira brilhante situações tragicômicas que fazem muitas referências ao nosso entorno.

A trama exibe diversos assuntos da nossa contemporaneidade, mostrando sobretudo a polarização ideológica que se instalou de uns anos para cá, não só nos EUA como no mundo todo.

Apesar de abordar temas complexos, a atmosfera é tão absurda que realmente chega a ser uma comédia, ainda que nos faça refletir e mobilize em nós a revolta e a incredulidade.

2. Um match surpresa (2021)

Cena do filme Um match surpresa

Nessa comédia romântica natalina, a jovem Natalie Bauer é uma jornalista que escreve sobre suas frustrações amorosas. Um dia, ela conhece em um aplicativo de relacionamentos aqueles que parecia ser o amor da sua vida.

Empolgada, decide ir ao encontro d seu "match" para passar o natal com ele. Mas chegando lá, percebe que as coisas não eram bem do jeito que ela imaginava.

A produção foi feita pela Netflix e conta com a direção de Hernán Jiménez García. A protagonista é Nina Dobrev, que se destacou atuando na série The Vampire Diaries.

3. Bo Burnham: Inside (2021)

Cena do filme Bo Burnham: Inside

Produzido durante a pandemia de COVID-19 e lançado em 2021, Inside é uma criação do comediante, ator e músico Bo Burnham.

Trata-se de uma gravação sem público em que o artista apresenta de forma bem-humorada (e dramática) diversas esquetes e músicas que refletem sua realidade e cotidiano em meio ao isolamento imposto pela pandemia.

A produção foi muito bem recebida pela crítica, que a considerou bem sucedida ao misturar comédia, drama e documentário, o que lhe rendeu prêmios importantes.

4. Mais que amigos, vizinhos (2021)

cena do filme Mais que Amigos, vizinhos

Roteirizada e dirigida pelo francês Dany Boon, essa comédia sobre o lockdown durante a pandemia pelo coronavírus foi lançada em outubro de 2021.

A trama exibe um grupo de moradores excêntricos confinados em um prêmio em Paris, impossibilitados de sair por conta da pandemia.

Diversas situações inusitadas e dramáticas são mostradas de maneira divertida, evidenciando os desafios enfrentados por grande parte da população mundial, principalmente em 2020. Temas como angústia, medo, amizade e amor são explorados, mostrando como a solidariedade é importante em momentos de crise.

5. Os salafrários (2021)

cena do filme Os Salafrários

Nessa comédia nacional, os humoristas Marcus Majella e Samantha Schmütz são dois irmãos adotivos que se reencontram depois de muitos anos. Eles estão em apuros e precisarão se unir para enfrentar as dificuldades.

O filme tem direção de Pedro Antonio e foi lançado em abril de 2021, fazendo muito sucesso entre os assinantes da Netflix.

6. Cabras da peste (2021)

Cena do filme Cabras da Peste

Trazendo o renomado ator Matheus Nachtergaele, Cabras da Peste é uma produção assinada por Vitor Brandt e lançada em 2021.

A narrativa mostra dois policiais com personalidades opostas que terão que trabalhar juntos em uma perigosa missão. Bruceuilis (Edmilson Filho) é cearense e vai para São Paulo na tentativa de resgatar uma cabra que foi sequestrada.

Lá conhece Trindade (Nachtergaele) e eles se envolvem nas investigações sobre Luva Branca, um grande criminoso.

O filme apresenta humor e aventura na dose certa, além de valorizar as diferenças culturais entre cearenses e paulistanos.

7. Meu nome é Dolemite (2019)

Meu nome é Dolemite cena do filme

Essa comédia dramática norte-americana narra a biografia de Rudy Ray Moore, um comediante negro dono de uma pequena loja que acaba fazendo enorme sucesso com piadas altamente censuráveis.

Surfando a onda da fama, Rudy (vivido por Eddie Murphy) resolve se aventurar no mundo do cinema e interpretando um cafetão chamado Dolemite.

8. 2020 nunca mais (2020)

cena do filme 2020 nunca mais

A última produção da Netflix feita pelos criadores de Black Mirror pretende fazer um resumo bem-humorado do que aconteceu no ano de 2020. Seu título original é Death to 2020.

A retrospectiva é uma comédia rasgada que mistura vida real e ficção, relembrando o espectador das situações bizarras que vivemos durante esse ano completamente atípico marcado por uma pandemia a nível mundial e por escândalos pontuais como o assassinato de George Floyd.

O longa-metragem tem o formato de documentário e é uma espécie de paródia mesclando eventos que de fato aconteceram com personagens que dão depoimentos como supostos especialistas.

Esses “entrevistados” são personagens marcados pela ironia e pelo humor ácido, que conseguem nos fazem rir dos eventos mais trágicos que aconteceram no ano que passou.

9. Nada a esconder (2017)

cena do filme Nada a esconder

A comédia francesa reúne amigos de longa data, com os seus respectivos parceiros, em um jantar animado. A meio do encontro, um deles sugere um jogo novo, divertido: e se os celulares de todos tivessem o conteúdo partilhado durante o tempo em que estão juntos?

Alguns são mais receptivos à ideia, outros ficam mais retraídos, mas no final das contas todos embarcam no desafio. É dessa forma que as mensagens recebidas são lidas em voz alta para toda a mesa e as ligações passam a ser atendidas em viva-voz.

Com a privacidade posta à prova, todos começam a ver os seus pequenos segredos ruírem colocando em jogo não só as amizades como também as relações entre os casais.

Com um texto divertido e rápido, Nada a esconder é uma comédia leve que fala sobre as máscaras que usamos para viver em sociedade. No filme percebemos como a tecnologia é usada para camuflar quem verdadeiramente somos e desejamos.

10. O despertar de Motti (2018)

O despertar de Motti

Motti (Joel Basman) é um jovem judeu nascido e criado para se casar com uma mulher judia ortodoxa.

O que os pais de Motti - especialmente a mãe, Judith (Inge Maux) - não podiam contar era que o rapaz se apaixonaria perdidamente por Laura, uma colega de faculdade que não é judia.

Motti, que ainda vive com os pais, vê-se então numa cilada: seguir o seu desejo e se relacionar com Laura (Noémie Schmidt) decepcionando os seus pais ou seguir os planos que havia sido traçado e formar uma família tradicional?

O filme, que garante umas boas gargalhadas, mostra um pouco do universo judaico e coloca o espectador num lugar de testemunha curiosa para descobrir qual será afinal a decisão de Motti.

11. Toc Toc (2017)

cena do filme Toc Toc

A comédia espanhola tem como pano de fundo uma doença mental: o transtorno obsessivo compulsivo.

Seis pacientes com diferentes categorias de TOC se conhecem na sala de espera de um reconhecido psiquiatra, o Dr.Palomero.

Como o médico custa a chegar, os pacientes passam a interagir uns com os outros tentando se ajudarem na medida do possível.

12. A vida de Brian (1979)

cena do filme A vida de Brian

É impossível falar de comédia e não pensar nos Monty Python! A vida de Brian é um clássico inglês no universo do humor, trata-se de uma sátira muito original das tradicionais histórias bíblicas.

Misturando partes das narrativas religiosas presentes no nosso imaginário coletivo com uma boa dose de irreverência e sarcasmo chegamos às tiradas dos Monty Python, que deram vida ao curioso Brian Cohen (Graham Chapman), um suposto candidato à Messias.

13. Eu não sou um homem fácil (2018)

cena do filme eu não sou um homem fácil

A comédia francesa Eu não sou um homem fácil é extremamente contemporânea e traz como protagonista um machista convicto que, um belo dia, acorda com o mundo todo ao contrário: cercado de mulheres em lugares de poder.

Rimos dos estereótipos clássicos que são apresentados e vemos - permeado de muito riso - como estamos imersos em uma sociedade cheia de preconceitos de gênero.

Ao gargalharmos de Damien, e da relação que ele estabelece com a poderosa escritora Alexandra, acabamos por ser obrigados a pensar em quanto nós também somos vítimas e, ao mesmo tempo, perpetuamos esses preconceitos.

14. Douglas (2020)

cena do Stand up Douglas

A humorista canadense Hannah Gadsby ganhou repercussão mundial com o seu stand up Nanette. Douglas foi a mais recente produção da artista de stand up levada ao público através da Netflix.

Inovadora, Hannah mudou a maneira de se pensar o humor e conseguiu criar um estilo próprio, marcado pela coragem de se expor e por fazer da sua própria biografia material para, ao mesmo tempo, fazer rir e chorar.

A humorista foi capaz de denunciar, de uma forma profundamente original e bem humorada, a própria opressão que viveu ao ter se revelado lésbica. Ao falar sobre aqueles que riram dela, Hannah nos faz rir com ela. Enquanto Nanette é muito marcado pela autodepreciação, Douglas vai por outro caminho, embora ambos representem o que há de melhor no mundo da comédia contemporânea.

Em Douglas, gravado em Los Angeles, Hannah continua fazendo piadas sobre o patriarcado, sobre o sexismo, sobre as diferenças culturais entre americanos e australianos e sobre a ordem social ainda hoje vigente. O seu humor nasce, sobretudo, da observação, da forma particular como a humorista é capaz de olhar para o que está ao seu redor.

15. Whindersson Nunes - Adulto (2019)

cena do Stand-up Whindersson Nunes - Adulto

Whindersson Nunes é um youtuber brasileiro de sucesso que foi convidado para estrear essa produção Netflix.

Em um palco 360º em um espetáculo tipo stand up, o comediante fala com o público de um jeito descontraído, extraindo humor das pequenas situações inusitadas do nosso cotidiano.

Se você gosta de comédias intimistas, que tratam de situações do dia a dia e apresentam um olhar bem humorado sobre a nossa rotina, essa produção da Netflix pode ser uma boa escolha!

16. Shrek (2001)

cena da animação Shrek

Um dos filmes de maior sucesso da Dream Works é Shrek, uma saga que já ganhou novos capítulos e se encontra disponível na Netflix. Apesar de inicialmente ser voltado para crianças, a verdade é que o protagonista verde encanta todas as idades.

Um herói improvável, Shrek é feio, ogro e solitário, mas possui um carisma ímpar! No lançamento da série, feito em 2001, ele tenta salvar a princesa Fiona - uma princesa também fora dos padrões de beleza tradicionais -, sempre na companhia do seu burro de estimação.

O filme de animação mistura aventura com muita comédia e acompanhamos a saga do herói para recuperar o que é seu por direito das mãos do vilão Lorde Farquaad.

17. De volta para o futuro (1985)

cena do filme De volta para o futuro

Outro clássico que alia comédia e aventura e está na Netflix é De volta para o futuro, dirigido por Robert Zemeckis. A história de viagem no tempo mostra o adolescente Marty McFly em uma grande aventura junto com o cientista Dr. Emmett Brown.

Usando um carro que foi transformado em máquina do tempo, Marty é transportado para o passado, antes de seus pais se conhecerem. Sua mãe se apaixona por ele, então ele terá que usar a inteligência para garantir que seus pais se casem e assim possibilitar sua própria existência.

O filme foi muito bem recebido quando estreou, foi indicado e venceu vários prêmios, assim como conquistou uma legião de fãs.

Você também pode se interessar:

Laura Aidar
Revisão por Laura Aidar
Arte-educadora, artista visual e fotógrafa. Licenciada em Educação Artística pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e formada em Fotografia pela Escola Panamericana de Arte e Design.
Rebeca Fuks
Escrito por Rebeca Fuks
Formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2010), mestre em Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013) e doutora em Estudos de Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa (2018).