Filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain: resumo e análise


Carolina Marcello
Carolina Marcello
Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes

A comédia romântica francesa, dirigida por Jean-Pierre Jeunet e lançada em 2001, é uma obra encantadora e inesquecível que ainda apaixona fãs do mundo inteiro. Amélie Poulain, a protagonista, é uma jovem sonhadora e solitária que encontra um objeto especial.

Interpretando a descoberta como um sinal, ela resolve se intrometer na vida de todo mundo, com o objetivo de ajudar aqueles que surgem no seu caminho.

Memórias de uma infância peculiar

A história começa em 1973, com o nascimento da protagonista, Amélie Poulain. Somos convidados a assistir vários momentos da sua infância e vida familiar. O pai era um antigo médico militar que mantinha uma relação distante com a filha. Por isso, sempre que a examinava, o coração da menina acelerava e passaram a acreditar que ela sofria de uma doença cardíaca.

Por causa disso, nunca frequentou a escola, convivendo com a educação rígida da mãe, uma mulher nervosa e instável. Assim, a menina cresceu isolada, usando a imaginação como refúgio.

Infância de Amélie

Sem contato com outras crianças e refém de uma situação familiar complicada, sua paixão é fotografar nuvens com formatos curiosos. No entanto, um dia assiste a um acidente de carro e um vizinho fala que as suas fotos causaram a desgraça.

Embora se sinta muito culpada no começo, ela acaba descobrindo que era só uma brincadeira e resolve se vingar do homem. Quando ele está vendo uma partida de futebol muito importante, a garotinha sabota a antena da sua televisão, levando o vizinho a ter um ataque de fúria.

Passado algum tempo, quando as duas estavam abandonando uma catedral, a mãe é atingida por uma turista que se lançou do topo do edifício e morre na hora. A partir daí, o pai se torna ainda mais fechado e se dedica a pintar bonecos para enfeitar o jardim. Amélie, mais sozinha do que nunca, "sonha a ter idade de partir."

A vida solitária da protagonista

Logo que atinge a idade adulta, Amélie vai morar sozinha e passa a trabalhar como garçonete num café parisiense chamado Deux Moulins. No local, ela convive com algumas figuras incomuns, como a patroa que desistiu do amor depois de um desgosto com um trapezista ou Georgette, a mulher hipocondríaca que vende cigarros.

O café também é frequentado por alguns clientes habituais: Hipolito, o escritor melancólico, e Joseph, um antigo namorado da garçonete Gina que ficou obcecado por ela.

Amélie e o pai

Quando vai visitar o pai, percebe que ele se mostra cada vez mais alienado e triste. Sem escutar as suas conversas nem se interessar pela vida da filha, vive perdido nas saudades da mulher e ocupa os dias restaurando um gnomo de jardim. Amélie o aconselha a sair de casa e viajar, mas o pai se recusa.

Sem laços familiares ou de amizade, a moça também não mantem relacionamentos amorosos e vive numa extrema solidão. Para se distrair, ela cultiva os pequenos prazeres da vida, como ir ao cinema de noite ou observar detalhes que as outras pessoas não reparariam.

Ela também costuma espiar o vizinho pela janela: trata-se de um homem idoso que passa o dia pintando, já que sofre de uma doença nos ossos e não sai de casa há anos.

O tempo não mudou nada. Amélie continua se refugiando na solidão...

Amélie encontra um "tesouro"

O narrador da história avisa que o destino da protagonista está prestes a mudar. Tudo começa no dia 30 de agosto, quando Amélie está no banheiro e as notícias anunciam a morte da princesa Diana de Inglaterra. Em choque, ela deixa cair a tampa de um perfume que derruba um azulejo e revela um esconderijo na parede.

Lá dentro, encontra uma lata muito antiga e, com emoção, percebe que são recordações de um garoto que viveu ali décadas antes. Inspirada, ela decide que vai restituir o "tesouro" ao seu verdadeiro dono. E ,dependendo do resultado, vai resolver se deve interferir na vida das outras pessoas ou não.

Amélie encontra um 'tesouro'

Na amanhã seguinte, ela procura a zeladora do prédio, em busca de informações sobre o antigo habitante. Contudo, a mulher apenas quer contar sobre o marido que a abandou na juventude, e chega a ler as velhas cartas de amor que recebeu dele.

Em seguida vai perguntar para o dono da venda, mas o nome que ele lhe passa está errado. Depois de pesquisar, a moça cria uma lista de endereços para visitar, mas nenhum corresponde à pessoa certa.

Pelo caminho, na estação do trem, vê um homem abaixado, procurando algo debaixo de uma máquina de fotos instantâneas. Seus olhares se cruzam por momentos e ela, tímida, segue em frente. É aqui que ficamos conhecendo Nino, alguém com um passado de bullying e violência na escola, que vivia perto de Amélie, mas nunca a conheceu.

Um novo amigo e uma missão cumprida

Quando regressa ao prédio é chamada por Raymond Dufayel, o pintor, que afinal também a observava durante todo aquele tempo. O Homem de Vidro, como é conhecido, revela que o verdadeiro nome que ela está procurando: Bretodeau.

Mostrando a pintura que está produzindo, ele conta que todos os anos recria o mesmo quadro de Renoir, mas continua sem conseguir captar a expressão da mulher que está bebendo água. Amélie, que parece se identificar com a figura, responde que talvez ela "seja diferente dos outros".

Surge o Homem de Vidro

Quando era pequena, não devia brincar muito com as outras crianças. Talvez nunca.

Através deste diálogo indireto, eles começam a estabelecer uma amizade. A protagonista parte com o contato de Bretodeau e monta uma "armadilha" para ele.

Quando o homem está passando, um orelhão toca bem do seu lado e ele resolve entrar para atender. É aí que reconhece a latinha que pertenceu à sua infância. Por segundos, tudo regressa à sua memória: as descobertas, as humilhações, os segredos de criança.

Amélie devolve a caixa ao seu dono

Sem saber como reagir, ele entra num bar e Amélie decide espiá-lo no balcão. Do nada, o homem começa a conversar com ela e conta que aconteceu algo curioso no seu dia. Graças a isso, teve uma epifania e entendeu que precisa reatar os laços com a filha distante.

Nesse momento, a protagonista é invadida por uma enorme harmonia e um "desejo de ajudar toda a humanidade de repente". Ela chega a auxiliar um senhor cego a atravessar a rua, descrevendo os detalhes de toda a trajetória e deixando-o num estado de encantamento com o mundo.

Na mesma noite, essa alegria inicial vai se dissipando e Amélie chora. Ela imagina que as pessoas da televisão estão comentando suas ações e sentimentos:

A Madrinha dos Enjeitados, ou a Madona dos Infelizes, sucumbe ao cansaço extremo.

O álbum de fotos e seu mistério

Quando regressa à estação de trem, no dia seguinte, vê Nino mais uma vez, procurando algo embaixo da máquina de fotografias. Seu coração se ilumina e bate mais forte, eles se olham, mas o homem sai correndo atrás de alguém.

Perseguindo um desconhecido, ele parte na sua bicicleta, mas deixa um objeto cair. Amélie o recolhe e observa com atenção: é um álbum que reúne fotos estragadas, rasgadas, amassadas, que foram jogadas no lixo.

Álbum de fotos de Nino

Amélie encara a coleção como "um álbum de família" e resolve partilhar a descoberta com o Homem de Vidro. Ali também existe um mistério por explicar: o homem que Nino perseguia é alguém que surge, sempre com a mesma expressão, em inumeras fotos.

A imaginação fértil de Amélie começa a acreditar que se trata de um fantasma que assombra o objeto. Ainda sem conseguir discutir seus sentimentos com o amigo, volta a falar da moça do quadro e diz que ela pode estar pensando em alguém especial, que achou "parecido com ela".

Amélie conversa com Homem de Vidro

Dufayel percebe que a jovem está vivendo um amor platônico e procura chamá-la à razão, mantendo a metáfora da pintura:

Ela prefere se imaginar em relações com alguém que está ausente a criar laços com os que estão presentes.

As travessuras de Amélie Poulain

Ainda nessa conversa, Dufayel pergunta a Amélie o motivo de querer resolver "a bagunça dos outros", sublinhando que é uma forma de fugir dos seus problemas. No entanto, sem capacidade de alterar sua própria realidade, a protagonista está decidida em melhorar a vida das outras pessoas.

Primeiro, para ajudar o pai, decide roubar seu gnomo de jardim favorito e entregá-lo para uma conhecida que trabalha como aeromoça. Assim, pouco tempo depois do "sequestro", ele começa a receber fotografias do objeto em vários pontos turísticos internacionais.

Amélie junta Joseph e Georgette

Já no trabalho, a garçonete decide agir como cupido e unir duas pessoas que estão sempre bastante infelizes: Georgette e Joseph. Ela conversa com ambos e dá indiretas sobre um possível interesse amoroso mútuo.

Dias depois, o plano dá resultado e os dois vivem um encontro muito apaixonado em pleno Deux Moulins. Enquanto isso, na banca de jornais, Amélie lê uma manchete sobre um antigo avião de correio que caiu e foi encontrado, décadas depois.

É aí que ela rouba as chaves da zeladora do prédio e faz uma cópia. Em seguida, invade a casa e também faz cópias das antigas cartas de amor da mulher. Recortando e unindo várias passagens, ela forja uma nova carta, que teria sido escrita pelo marido depois da sua partida.

Amélie forja uma carta para a zeladora do prédio

Graças a isso, quando recebe o correio supostamente perdido por muitos anos, o humor de Madeleine se altera totalmente. Após um longo período de depressão, a viúva acredita que foi verdadeiramente amada e se torna mais alegre.

É chegada então a hora de se vingar de Collignon, o dono da venda que está sempre humilhando Lucien, seu empregado. Usando uma cópia de suas chaves, ela começa a invadir a casa do homem durante o dia, mudando tudo de lugar.

Bem-humorada, ela prega várias peças: troca seus chinelos por um tamanho menor, corta os cadarços de seus sapatos. troca a pasta de dentes pelo creme para pés, muda a posição da maçaneta da porta.

Amélie vendo as grosserias de Collignon

Com o tempo, as brincadeiras se tornam cada vez mais desconcertantes para ele, que começa a acreditar que está enlouquecendo. Por conta disso, passa a dormir no trabalho e deixa Lucien em paz o dia todo.

O sucesso de suas armadilhas faz Amélie se enxergar como a figura do Zorro, porque acredita que está fazendo justiça pelas próprias mãos.

Amélie parte em busca do amor

Aos poucos, a jovem vai sendo despertada para o desejo de viver uma paixão. Enquanto lê, no trem, um manuscrito de Hipolito, ela vai pensando no homem que viu dias antes.

Amélie lendo livro de Hipolito

Existe uma frase particularmente romântica que chama sua atenção e ela repete em voz alta:

Sem você, as emoções de hoje seriam a pele morta das emoções do passado.

Logo depois, encontra vários papéis na estação: é Nino que está procurando seu álbum e deixou um número de telefone. Quando finalmente tem coragem para ligar, descobre que o número é de uma loja de produtos para adultos e desliga.

Percebendo que ela está triste, o Homem de Vidro encoraja a amiga a correr atrás do amor. Amélie decide se deslocar ao local, onde ele trabalha, e conversa com uma das funcionárias. Ela conta que Nino é um homem bondoso, mas bastante solitário: "São tempos difíceis para os sonhadores".

Amélie e Nino no Trem Fantasma

Seguindo as indicações, a protagonista parte para o outro local de trabalho de Nino: o Trem Fantasma. Mascarado, ele chega a "assombrá-la" durante a viagem, aproximando os seus rostos, mas não sabe quem é aquela mulher.

Nino começa a procurar Amélie

No final do turno, Nino encontra um bilhete na sua bicicleta, marcando um encontro para o dia seguinte. Seu entusiasmo e curiosidade são evidentes e vamos percebendo que o homem tem uma imaginação parecida com a da protagonista.

Amélie disfarçada no orelhão

Chegada a manhã, Amélie liga para ele de um orelhão e indica várias setas e pistas que ele tem que seguir para achá-la. Disfarçada, de óculos e lenço na cabeça, ela acena quando ele está muito longe e depois foge, deixando o álbum na bicicleta.

Nos dias que se seguem, os dois se correspondem através de recados que trocam pelas paredes da estação. Quando vai tirar uma foto vestida de Zorro para deixar ao seu novo amigo, ela acaba desvendando o mistério: o "Fantasma" é, afinal, o técnico do equipamento.

Antes de abandonar o local, ela rasga a fotografia em pedaços: na imagem, segura uma placa com o endereço do café onde trabalha.

Nino reconhece Amélie

Depois de achar e juntas as peças, Nino se dirige ao Deux Moulins. Sem conseguir se dirigir a ele, a moça o observa de perto e disfarça.

Ao ser reconhecida, ela acaba se escondendo, mas pede a Gina para deixar um bilhete no bolso dele. Quando o vê indo embora, Amélie sente que se desfaz numa enorme poça, como se derretesse apenas com a sua presença.

Vencer o medo (com ajuda de um amigo)

Desabafando com o Homem de Vidro, ele a aconselha a assumir os riscos e ter coragem. Indignada, a jovem sonha que o repórter da TV dá razão à sua atitude:

Se Amélie prefere viver no sonho e ser uma moça introvertida é um direito dela. Estragar a própria vida é um direito inalienável.

Pronta para ajudar Nino a desvendar o mistério do Fantasma, Amélie provoca um problema no equipamento e liga para o técnico. Quando chega à estação no horário que o bilhete indicava, Nino encontra o homem e, finalmente, descobre sua identidade.

É aí que ele regressa ao Deux Moulins e conversa com Gina, a outra garçonete. Depois de várias perguntas, a mulher passa o endereço da protagonista e ele decide visitá-la. Amélie está chorando e imaginando uma vida a dois quando escuta alguém batendo na porta.

Nino na porta de casa de Amélie

Percebendo quem está ali, ela não tem coragem de abrir. Nino coloca um bilhete debaixo da porta, falando que vai voltar.

Ela vê o amado partindo, pela janela, até que recebe uma ligação de Dufayel que muda tudo. Num discurso emocionado, ele lembra a amiga que é urgente aproveitar a sua vida, mesmo se tiver que se machucar pelo caminho:

Você não tem os ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, com o tempo, seu coração ficará seco e quebradiço como meus ossos... Então vá em frente!

O encontro dos amantes e um final feliz

Amélie abre a porta de casa, disposta a correr até Nino, mas percebe que ele voltou atrás e está do outro lado. Sem conversarem, os dois se beijam no rosto, nos olhos, nas testas e só depois na boca.

Na manhã seguinte, o casal acorda abraçado e sorrindo. Hipolito se alegra ao ver que alguém escreveu sua frase numa parede e tudo parece estar mais bonito, enquanto Amélie e Nino passeiam de bicicleta pela cidade.

Amélie e Nino passeiam juntos de bicicleta

Além do final feliz de ambos, que traz uma dimensão mágica a todas as coisas, também lembramos algumas pessoas que foram afetadas pela passagem de Amélie pelas suas vidas.

Assim, nos momentos finais, podemos ver Bretodeau almoçando com a filha e o neto. Já o pai de Amélie, inspirado pelas aventuras do gnomo que sumiu, consegue sair da apatia e decide viajar.

Análise: principais temas e características do filme

Uma "lufada de ar fresco" e esperança para os espectadores, o filme francês que virou uma obra cult tem o dom de abordar temas pesados de uma forma leve e comovente.

O longa-metragem marca pela beleza de suas imagens, seus diálogos e também pela profundidade dos personagens e os modos únicos como pensam e vivem.

Narração: entre a realidade e a fantasia

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain tem um narrador onisciente que, desde os primeiros segundos do filme, vai nos contando a história da protagonista. A sua presença confere um tom fantástico ao enredo que se foca no cotidiano de uma jovem, suas aprendizagens e descobertas.

Por vezes invasivo, revelando detalhes do passado dos personagens, este narrador tem um ponto de vista bastante subjetivo. Trata-se, na verdade, de um produto da imaginação da protagonista. Sonhadora e extremamente criativa, Amélie sempre teve uma visão de encantamento perante o mundo.

Por vezes, a fantasia invade sua realidade: as notícias da TV são sobre ela, os quadros se olham e conversam, etc. Assim, torna-se evidente que estamos assistindo aos acontecimentos a partir da perspectiva da moça. Também é por isso que acedemos às suas emoções mais secretas: por exemplo, quando seu coração se ilumina ou quando sente que se desfaz numa poça ao ver o amado.

Complexidade das relações humanas

Com uma infância caracterizada pela solidão e a negligência, Amélie aprendeu a se distrair sozinha. No entanto, sem ter se acostumado a conviver com as outras crianças, ela não aprendeu a formar laços sociais. Por isso, depois de anos trabalhando no mesmo local e morando no mesmo edifício, ela não mantem nenhum relacionamento de proximidade.

No entanto, o isolamento de Amélie também ecoa nos outros personagens: tanto no seu bairro como no Deux Moulins, todos são melancólicos e parecem desenquadrados. A descoberta de um "tesouro", que pertenceu a um garotinho, alerta a protagonista para a passagem do tempo e a brevidade da vida.

Sem coragem para enfrentar sua própria realidade, ela decide ajudar as pessoas que a rodeiam, com atos secretos de bondade. No processo, Amélie também acaba encontrando apoio e compreensão nos outros: primeiro a amizade de Dufayel, depois a paixão de Nino.

O romance de Amélie e Nino é um amor à primeira vista. Como se estivessem destinados um ao outro, seus mundos interiores combinam e se completam. Apesar de suas singularidades, ou mesmo graças a elas, ambos encontram a sua alma-gêmea no final.

As cores do filme e seu significado

O trabalho de fotografia do filme (e todas as suas decisões estéticas, como a paleta de cores) é um dos aspectos que mais tem sido comentando por críticos e cinéfilos. Com a predominância de certos tons, como verdes, amarelos e azuis, as cores assumem um papel simbólico na narrativa.

Elas surgem associadas ao que Amélie está sentindo num determinado momento. Por exemplo, o azul aparece quando ela está triste e o vermelho remete para sua personalidade amorosa e romântica por natureza.

Curiosidades sobre o filme

Lançado em 2001, o longa estava sendo planejado pelo diretor desde 1974. Sua inspiração parece ter vindo de vários locais: desde informações autobiográficas que se refletem nos gostos dos personagens, até referências a outras obras. É o caso do filme No Decurso do Tempo (1976), onde se inspirou para a cena da caixinha de memórias.

Jean-Pierre Jeunet também não inventou o local de trabalho da garçonete: o célebre Deux Moulins existe mesmo e fica localizado em Montmartre, Paris.

A trilha sonora original, criada por Yann Tiersen, também fez um enorme sucesso e continua tendo um lugarzinho especial no coração dos espectadores. Confira ou relembre na playlist abaixo:

Ficha técnica e cartaz

Título:

Le Fabuleux Destin D'Amélie Poulain (original)
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (no Brasil)

Ano: 2001
Dirigido por: Jean-Pierre Jeunet
Lançamento: abril de 2001
Duração: 122 minutos
Classificação: Maiores de 14 anos
Gênero: Comédia
Romance
País de origem:

França
Alemanha

Poster do filme

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Atualizado em
Carolina Marcello
Carolina Marcello
Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes e licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.