Descubra os 12 melhores filmes de romance de todos os tempos


Laura Aidar
Laura Aidar
Arte-educadora e pesquisadora

Os filmes românticos costumam ser uma boa pedida para aqueles dias em que tudo o que se quer é assistir algo emocionante e inspirador.

Pelo fato das relações entre casais normalmente tomarem grande parte da vida das pessoas, tanto psicologicamente como no dia a dia, muita gente busca no cinema narrativas amorosas com as quais se identificam.

Por isso, selecionamos para você 12 filmes de amor divididos em algumas categorias. Confira!

Filmes de romance jovem

A adolescência e juventude costumam ser momentos de grandes descobertas, sobretudo no campo dos sentimentos. Nessa fase, as paixões são arrebatadoras e bastante confusas.

Conheça algumas boas produções que trazem histórias de amor entre jovens.

1. Hoje eu quero voltar sozinho

Esse filme brasileiro de 2014, com direção de Daniel Ribeiro, é um desdobramento do curta-metragem Eu não quero voltar sozinho. O curta, feito quatro anos antes, conta com o mesmo elenco e diretor.

Devido ao sucesso do primeiro filme, foi decidido ampliar a história, se aprofundando nos sentimentos vividos pelos personagens.

Aqui, Leonardo é um garoto cego que estuda em uma escola onde conta com a amizade – e o amor reprimido - de Giovana, que sempre o leva para casa depois da aula.

Até que a chegada de Gabriel, um novo aluno, muda a dinâmica dessa relação e desperta em Leonardo o desejo pelo seu colega.

Hoje eu quero voltar sozinho é um filme simples, que narra o drama do adolescente de forma delicada, nada agressiva, mostrando apenas as descobertas amorosas de um garoto como todos os outros.

2. Antes do amanhecer

filme Antes do amanhecer
July Delpy e Ethan Hawke em cena de Antes do Amanhecer

Antes do Amanhecer, que leva o nome original de Before Sunshine, é um daqueles filmes românticos que, além de deixar o público encantado com a história de amor, traz também outros elementos muito interessantes, fugindo dos clichês de sempre.

Com direção de Richard Linklater e lançado em 1995, podemos dizer que o filme se tornou um clássico e retrata bem a geração de jovens dos anos 90.

Na história, acompanhamos alguns momentos na vida de Celine (July Delpy) e Jesse (Ethan Hawke).

Os dois se conhecem durante uma viagem. Ele, um jovem americano, e ela, uma garota francesa, iniciam uma conversa em um trem e daí surge uma forte conexão.

Então, Jesse sugere à Celine que ela desça em Viena e passe algumas horas com ele. Assim é feito e os dois vivem uma experiência de descoberta um do outro, traçando longas conversas sobre a vida, a arte, o ser humano e outros assuntos filosóficos.

Enquanto isso, um grande afeto entre eles vai crescendo e de repente, os dois se percebem fortemente envolvidos amorosamente.

A atuação dos atores é um ponto alto na história pois transmite autenticidade, nos aproximando ainda mais da narrativa.

Essa é uma produção que se mantém atual devido à grande procura por relações verdadeiras e espontâneas em tempos de aplicativos e redes sociais.

Importante dizer também que o filme é o primeiro de uma trilogia que conta com os mesmos atores, que gravaram nove anos depois Antes do pô-do-sol e, posteriormente, Depois da meia-noite, em 2013.

Filmes de romance antigos

O romance é, sem dúvida, um dos temas mais explorados no universo cinematográfico. Assim, existem filmes antigos que versam sobre o amor e se tornaram clássicos da sétima arte.

3. Acossado

Acossado, filme de Jean-Luc Godard
Jean-Paul Belmondo e Jean Seberg em cena de Acossado

Acossado (A Bout de Souffle) é uma produção de 1960 feita pelo famoso cineasta francês Jean-Luc Godard. O filme, o primeiro longa-metragem do diretor, é um marco no cinema por trazer elementos diferentes do que se costumava fazer até então.

Nessa época, havia um movimento artístico na França, o Novelle Vague, do qual Godard participou. Ele e outros artistas de sua geração transformaram o cinema francês, e mesmo o cinema ocidental, através de novas referências, planos, enquadramentos e narrativas. Acossado faz parte desse contexto.

Na história em questão, acompanhamos a saga de Michel Poicard (Jean-Paul Belmondo), um fugitivo da polícia que conhece Patrícia Franchisi (Jean Seberg). Os dois envolvem-se amorosamente e juntos bolam planos fantasiosos, esquecendo por alguns momentos os problemas que os cercam.

4. Casablanca

Filme Casablanca
Cartaz do clássico filme Casablanca

Casablanca é um desses filmes que marcaram época e se tornaram referência no cinema.

Realizado em 1942 pelo diretor Michael Curtiz, o longa traz uma história de amor em meio aos caos da Segunda Guerra. Os personagens Rick Blaine e Ilsa, interpretados por Humphrey Bogart e Ingrid Bergmam, vivem um romance conflituoso que alia paixão e sacrifício.

Quando foi produzido, o elenco e os produtores não imaginavam que o filme alcançaria tanto sucesso. Entretanto, devido a um conjunto de fatores, como o roteiro, boas interpretações e direção, essa obra entrou para a lista de filmes mais aclamados, sendo capaz de emocionar o público ainda nos dias de hoje.

Filmes de romance e drama

Se a intenção é ver um filme que desperte emoções fortes, aliando romance e drama para deixar cair algumas lágrimas, então veja as sugestões que separamos para você.

5. Brilho eterno de uma mente sem lembranças

filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças
Cena de Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Sabe quando um relacionamento intenso termina e o sentimento que fica é de angústia e desespero? A vontade que se tem é de apagar as lembranças do que foi vivido e simplesmente deixar de sentir a dor do luto pelo fim da relação.

Em Brilho eterno de uma mente sem lembranças, cujo nome original é Eternal Sunshine of the Spotless Mind, dirigido por Michel Gondry, o personagem Joel Barrish (Jim Carrey) decide se submeter a um procedimento que promete deletar as recordações dolorosas que envolvem seu romance com Clamentine Krzucinski (Kate Winslet), que também passou pelo procedimento.

Na história, muito bem construída, acompanhamos a trajetória de Joel dentro de sua própria mente. Ele tenta a todo custo brecar o apagamento de sua memória, pois percebe que, apesar de dolorosas, suas lembranças são importantes, pois fazem parte de quem ele é.

Assim, esse é um filme valioso que versa sobre o autoconhecimento, a importância da memória e a superação de perdas.

6. História de um casamento

História de um casamento, no original Marriage Story, dirigido por Noah Baumbach, teve seu lançamento em 2019 na plataforma Netflix e logo de cara já foi bem recebido pelo público e crítica.

A narrativa conta sobre o fim do casamento de Charlie e Nicole, vividos por Adam Driver e Scarlett Johansson.

O interessante dessa produção é que ela consegue apresentar diversos ângulos de uma situação tão específica e dolorosa. Aqui, o casal precisa lidar com o fim de uma vida juntos e construir outra realidade que seja boa para ambos e para o filho deles, de oito anos.

O filme trata com sensibilidade e verdade o momento da separação, talvez por isso tenha se tornado um grande sucesso, por conta da identificação do público com essa história tão recorrente.

Para saber mais sobre essa obra, leia: Filme História de um Casamento.

7. Medianeiras: Buenos Aires na era do amor digital

filme Medianeiras
Cartaz do filme argentino Medianeiras: na era do amor digital

Medianeiras: na era do amor digital, ou somente Medianeiras, no título original, é uma produção argentina de 2011 que surgiu em decorrência de um curta metragem feito seis anos antes.

Com roteiro e direção de Gustavo Taretto, o filme traz uma narrativa que versa sobre os relacionamentos nos dias de hoje, muitas vezes tão superficiais e autocentrados.

Dessa forma, traça uma relação com o conceito de "modernidade líquida", cunhado pelo filósofo Zygmund Bauman, no qual as pessoas não conseguem estabelecer conexões reais umas com as outras.

Na história, vemos Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala) mergulhados em seus processos de transformação pessoal e busca por afetos. Os dois estão vivenciando a solidão em meio a uma grande metrópole, Buenos Aires, no caso.

Os personagens tentam se relacionar com outras pessoas virtualmente, sem saber que tem tanto em comum e estão tão perto um do outro.

8. Ela (Her)

Ela, originalmente Her, é um filme de 2014 do diretor Spike Jonze.

Nessa história acompanhamos a trajetória de Theodore (Joaquin Phoenix) ao apaixonar-se por Samantha (Scarlet Johansson). Essa poderia ser uma história de amor comum, com seus dramas e conflitos, mas, nesse caso a situação é ainda mais complexa.

Samantha é, na realidade, a voz de um programa virtual. Assim, o que temos é o romance entre um homem e uma máquina, o que não o priva de viver grandes emoções e também de experimentar sofrimentos intensos.

Trata-se de uma narrativa de ficção científica que exibe com extrema sensibilidade as dificuldades das relações nos dias de hoje, passando por temas como solidão, abandono e vazio.

Sem dúvida uma boa película para repensar o amor, a relação que criamos com a tecnologia e a importância de desenvolvermos conexões reais com o próximo.

Filmes de comédia-romântica

Também é possível tratar de temas relacionados ao amor, romance e relacionamentos através de abordagens leves e descontraídas.

Para isso servem as comédias-românticas, que tratam dos assuntos do coração com uma boa pitada de bom humor.

9. Como superar um fora

filme como superar um fora
A atriz Gisela Ponce de León em cena de Como superar um fora

Esse é um filme de 2018 produzido pela plataforma de streaming Netflix. É uma produção peruana, que originalmente leva o título Soltera Codiciada. A direção é de Bruno Ascenzo e Joanna Lombardi.

Na trama, vemos Maria Fe (Gisela Ponce de León) viver todas as fases de superação depois do término de um relacionamento de longa data.

A história nos apresenta esses momentos difíceis através de um prisma divertido, mostrando como podem ser hilárias e té mesmo "ridículas" algumas situações que as pessoas passam quando estão sofrendo com o coração partido. Dessa forma, é inevitável a identificação do público que já passou por um rompimento amoroso.

O mais interessante é que no final das contas, o filme trata da importância de se cultivar, acima de tudo, o amor próprio. Uma boa pedida para quem está vivendo um momento parecido na vida.

10. Alguém tem que ceder

Filme Alguém tem que ceder
Cena de Alguém tem que ceder

Com o nome original de Something´s Gotta Give, esse filme foi produzido em 2003 e tem direção de Nancy Meyers.

Ao contrário do que geralmente se espera de filmes de amor, a história conta o romance entre duas pessoas mais velhas.

Harry Sanbord (Jack Nicholson) é um homem na faixa dos sessenta anos que sempre se relacionou com mulheres bem jovens. Até que um dia conhece Erica Barry (Diane Keaton), que por acaso é a mãe de sua mais nova namorada.

A trama coloca os dois personagens, muito diferentes, tendo que se relacionar por alguns dias. Dessa convivência "forçada" surge uma grande paixão e, junto com ela, situações cômicas, espirituosas e românticas.

Um filme que vale a pena, principalmente por conta da atuação de Nicholson e Diane Keaton.

11. Noivo neurótico, noiva nervosa

filme noivo neurótico, noiva nervosa
Cena de Noivo neurótico, noiva nervosa

Essa é uma produção de 1977 dirigida e protagonizada pelo cineasta Woody Allen e que leva o título original de Annie Hall.

A narrativa nos mostra a tumultuada relação entre o humorista Alvy Singer (Woody Allen) e Annie Hall (Diane Keaton). Mesmo se tratando de um filme antigo, podemos perceber que certos padrões e confusões sentimentais se mantém até os dias de hoje.

De forma inteligente e bem humorada, a trama caminha pelas neuroses de Alvy, que atrapalhadamente busca encontrar novamente o amor.

Uma curiosidade é que o nome do filme e da personagem Annie Hall, em inglês, tem a sonoridade da expressão "anyhow", que significa "de qualquer forma", "de maneira casual", o que já sugere como essa relação entre os personagens acontece.

12. Ela quer tudo

Ela quer tudo, filme de Spike Lee
Os atores Tracy Camilla Jonhs, Spike Lee, Tommy Redmond Hicks e John Canada Terrell em fotografia de Ela quer tudo

Esse é o primeiro filme do cineasta americano Spike Lee. Produzido em 1986, a história apresenta a vida de Nola Darling (Tracy Camilla Jonhs), uma artista negra que vive de forma bastante livre sua sexualidade.

Nola tem três namorados e tenta conciliar seus desejos e impulsos de maneira a não se tornar um objeto de cobiça, e sim respeitar suas vontades e apropriar-se de seu corpo. Um filme que traz questões muito relevantes e atuais em plena década de 80.

Vale destacar que a produção teve como consequência uma série de mesmo nome lançada em 2017 pela plataforma Netflix.

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Laura Aidar
Laura Aidar
Arte-educadora, pesquisadora e fotógrafa. Licenciada em Educação Artística pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2007 e formada em Fotografia pela Escola Panamericana de Arte e Design, localizada em São Paulo, em 2010.