Descubra os 18 melhores filmes de romance de todos os tempos


Laura Aidar
Laura Aidar
Arte-educadora e artista visual

Os filmes românticos costumam ser uma boa pedida para aqueles dias em que tudo o que se quer é assistir algo emocionante e inspirador.

Pelo fato das relações entre casais normalmente tomarem grande parte da vida das pessoas, tanto psicologicamente como no dia a dia, muita gente busca no cinema narrativas amorosas com as quais se identificam.

1. Hoje eu quero voltar sozinho (2014)

Direção: Daniel Ribeiro

Esse filme brasileiro de 2014, com direção de Daniel Ribeiro, é um desdobramento do curta-metragem Eu não quero voltar sozinho. O curta, feito quatro anos antes, conta com o mesmo elenco e diretor.

Devido ao sucesso do primeiro filme, foi decidido ampliar a história, se aprofundando nos sentimentos vividos pelos personagens.

Aqui, Leonardo é um garoto cego que estuda em uma escola onde conta com a amizade – e o amor reprimido - de Giovana, que sempre o leva para casa depois da aula.

Até que a chegada de Gabriel, um novo aluno, muda a dinâmica dessa relação e desperta em Leonardo o desejo pelo seu colega.

Hoje eu quero voltar sozinho é um filme simples, que narra o drama do adolescente cego e LGBT de forma delicada, nada agressiva, mostrando apenas as descobertas amorosas de um garoto como todos os outros.

2. Antes do amanhecer (1995)

Direção: Richard Linklater

filme Antes do amanhecer
July Delpy e Ethan Hawke em cena de Antes do Amanhecer

Antes do Amanhecer, que leva o nome original de Before Sunshine, é um daqueles filmes românticos que, além de deixar o público encantado com a história de amor, traz também outros elementos muito interessantes, fugindo dos clichês de sempre.

Com direção de Richard Linklater e lançado em 1995, podemos dizer que o filme se tornou um clássico e retrata bem a geração de jovens dos anos 90.

Na história, acompanhamos alguns momentos na vida de Celine (July Delpy) e Jesse (Ethan Hawke).

Os dois se conhecem durante uma viagem. Ele, um jovem americano, e ela, uma garota francesa, iniciam uma conversa em um trem e daí surge uma forte conexão.

Então, Jesse sugere à Celine que ela desça em Viena e passe algumas horas com ele. Assim é feito e os dois vivem uma experiência de descoberta um do outro, com longas conversas sobre a vida, a arte, o ser humano e assuntos filosóficos.

Enquanto isso, um grande afeto entre eles vai crescendo e de repente, os dois se percebem fortemente envolvidos amorosamente.

A atuação dos atores é um ponto alto na história pois transmite autenticidade, nos aproximando ainda mais da narrativa.

Essa é uma produção que se mantém atual devido à grande procura por relações verdadeiras e espontâneas em tempos de aplicativos e redes sociais.

Importante dizer também que o filme é o primeiro de uma trilogia que conta com os mesmos atores, que gravaram nove anos depois Antes do pô-do-sol e, posteriormente, Depois da meia-noite, em 2013.

3. Acossado (1960)

Direção: Jean-Luc Godard

Acossado, filme de Jean-Luc Godard
Jean-Paul Belmondo e Jean Seberg em cena de Acossado

Acossado (A Bout de Souffle) é uma produção de 1960 feita pelo famoso cineasta francês Jean-Luc Godard. O filme, o primeiro longa-metragem do diretor, é um marco no cinema por trazer elementos diferentes do que se costumava fazer até então.

Nessa época, havia um movimento artístico na França, o Novelle Vague, do qual Godard participou. Ele e outros artistas de sua geração transformaram o cinema francês, e mesmo o cinema ocidental, através de novas referências, planos, enquadramentos e narrativas. Acossado faz parte desse contexto.

Na história em questão, acompanhamos a saga de Michel Poicard (Jean-Paul Belmondo), um fugitivo da polícia que conhece Patrícia Franchisi (Jean Seberg). Os dois envolvem-se amorosamente e juntos bolam planos fantasiosos, esquecendo por alguns momentos os problemas que os cercam.

4. Casablanca (1942)

Direção: Michael Curtiz

Filme Casablanca
Cartaz do clássico filme Casablanca

Casablanca é um desses filmes que marcaram época e se tornaram referência no cinema.

Realizado em 1942 pelo diretor Michael Curtiz, o longa traz uma história de amor em meio aos caos da Segunda Guerra. Os personagens Rick Blaine e Ilsa, interpretados por Humphrey Bogart e Ingrid Bergmam, vivem um romance conflituoso que alia paixão e sacrifício.

Quando foi produzido, o elenco e os produtores não imaginavam que o filme alcançaria tanto sucesso. Entretanto, devido a um conjunto de fatores, como o roteiro, boas interpretações e direção, essa obra entrou para a lista de filmes mais aclamados, sendo capaz de emocionar o público ainda nos dias de hoje.

5. Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004)

Direção: Michel Gondry

filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças
Cena de Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Sabe quando um relacionamento intenso termina e o sentimento que fica é de angústia e desespero? A vontade que se tem é de apagar as lembranças do que foi vivido e simplesmente deixar de sentir a dor do luto pelo fim da relação.

Em Brilho eterno de uma mente sem lembranças, cujo nome original é Eternal Sunshine of the Spotless Mind, dirigido por Michel Gondry, o personagem Joel Barrish (Jim Carrey) decide se submeter a um procedimento que promete deletar as recordações dolorosas que envolvem seu romance com Clamentine Krzucinski (Kate Winslet), que também passou pelo procedimento.

Na história, muito bem construída, acompanhamos a trajetória de Joel dentro de sua própria mente. Ele tenta a todo custo brecar o apagamento de sua memória, pois percebe que, apesar de dolorosas, suas lembranças são importantes, pois fazem parte de quem ele é.

Esse é um filme valioso que versa sobre o autoconhecimento, a importância da memória e a superação de perdas.

6. História de um casamento (2019)

Direção: Noah Baumbach

História de um casamento, no original Marriage Story, dirigido por Noah Baumbach, teve seu lançamento em 2019 na plataforma Netflix e logo de cara já foi bem recebido pelo público e crítica.

A narrativa conta sobre o fim do casamento de Charlie e Nicole, vividos por Adam Driver e Scarlett Johansson.

O interessante dessa produção é que ela consegue apresentar diversos ângulos de uma situação tão específica e dolorosa como o divórcio. Aqui, o casal precisa lidar com o fim de uma vida juntos e construir outra realidade que seja boa para ambos e para o filho deles, de oito anos.

O filme trata com sensibilidade e verdade o momento da separação, talvez por isso tenha se tornado um grande sucesso, por conta da identificação do público com essa história tão recorrente.

Para saber mais sobre essa obra, leia: Filme História de um Casamento.

7. Medianeiras: Buenos Aires na era do amor digital (2011)

Direção: Gustavo Taretto

filme Medianeiras
Cartaz do filme argentino Medianeiras: na era do amor digital

Medianeiras: na era do amor digital, ou somente Medianeiras, no título original, é uma produção argentina de 2011 que surgiu em decorrência de um curta metragem feito seis anos antes.

Com roteiro e direção de Gustavo Taretto, o filme traz uma narrativa que versa sobre os relacionamentos nos dias de hoje, muitas vezes tão superficiais e autocentrados.

Dessa forma, traça uma relação com o conceito de "modernidade líquida", cunhado pelo filósofo Zygmund Bauman, no qual as pessoas não conseguem estabelecer conexões reais umas com as outras.

Na história, vemos Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala) mergulhados em seus processos de transformação pessoal e busca por afetos. Os dois estão vivenciando a solidão em meio a uma grande metrópole, Buenos Aires, no caso.

Os personagens tentam se relacionar com outras pessoas virtualmente, sem saber que tem tanto em comum e estão tão perto um do outro.

8. Ela (Her) (2014)

Direção: Spike Jonze

Ela, originalmente Her, é um filme de 2014 do diretor Spike Jonze.

Nessa história acompanhamos a trajetória de Theodore (Joaquin Phoenix) ao apaixonar-se por Samantha (Scarlet Johansson). Essa poderia ser uma história de amor comum, com seus dramas e conflitos, mas, nesse caso a situação é ainda mais complexa.

Samantha é, na realidade, a voz de um programa virtual. Assim, o que temos é o romance entre um homem e uma máquina, o que não o priva de viver grandes emoções e também de experimentar sofrimentos intensos.

Trata-se de uma narrativa de ficção científica que exibe com extrema sensibilidade as dificuldades das relações nos dias de hoje, passando por temas como solidão, abandono e vazio.

Sem dúvida uma boa película para repensar o amor, a relação que criamos com a tecnologia e a importância de desenvolvermos conexões reais com o próximo.

9. Como superar um fora (2018)

Direção: Bruno Ascenzo e Joanna Lombardi

filme como superar um fora
A atriz Gisela Ponce de León em cena de Como superar um fora

Esse é um filme de 2018 produzido pela plataforma de streaming Netflix. É uma produção peruana, que originalmente leva o título Soltera Codiciada. A direção é de Bruno Ascenzo e Joanna Lombardi.

Na trama, vemos Maria Fe (Gisela Ponce de León) viver todas as fases de superação depois do término de um relacionamento de longa data.

A história nos apresenta esses momentos difíceis através de forma divertida, mostrando como podem ser hilárias e té mesmo "ridículas" algumas situações que as pessoas passam quando estão sofrendo com o coração partido. Dessa forma, é inevitável a identificação do público que já passou por um rompimento amoroso.

O mais interessante é que no final das contas, o filme trata da importância de se cultivar, acima de tudo, o amor próprio. Uma boa pedida para quem está vivendo um momento parecido.

10. Alguém tem que ceder (2003)

Direção: Nancy Meyers

Filme Alguém tem que ceder
Cena de Alguém tem que ceder

Com o nome original de Something´s Gotta Give, esse filme foi produzido em 2003 e tem direção de Nancy Meyers.

Ao contrário do que geralmente se espera de filmes de amor, a história conta o romance entre duas pessoas mais velhas.

Harry Sanbord (Jack Nicholson) é um homem na faixa dos sessenta anos que sempre se relacionou com mulheres bem jovens. Até que um dia conhece Erica Barry (Diane Keaton), que por acaso é a mãe de sua mais nova namorada.

A trama coloca os dois personagens, muito diferentes, tendo que se relacionar por alguns dias. Dessa convivência "forçada" surge uma grande paixão e, junto com ela, situações cômicas, espirituosas e românticas.

Um filme que vale a pena, principalmente por conta da atuação de Nicholson e Diane Keaton.

11. Noivo neurótico, noiva nervosa (1977)

Direção: Woody Allen

filme noivo neurótico, noiva nervosa
Cena de Noivo neurótico, noiva nervosa

Essa é uma produção de 1977 dirigida e protagonizada pelo cineasta Woody Allen e que leva o título original de Annie Hall.

A narrativa nos mostra a tumultuada relação entre o humorista Alvy Singer (Woody Allen) e Annie Hall (Diane Keaton). Mesmo se tratando de um filme antigo, podemos perceber que certos padrões e confusões sentimentais se mantém até os dias de hoje.

De forma inteligente e bem humorada, a trama caminha pelas neuroses de Alvy, que atrapalhadamente busca encontrar novamente o amor.

Uma curiosidade é que o nome do filme e da personagem Annie Hall, em inglês, tem a sonoridade da expressão "anyhow", que significa "de qualquer forma", "de maneira casual", o que já sugere como essa relação entre os personagens acontece.

12. Ela quer tudo (1986)

Direção: Spike Lee

Ela quer tudo, filme de Spike Lee
Os atores Tracy Camilla Jonhs, Spike Lee, Tommy Redmond Hicks e John Canada Terrell em fotografia de Ela quer tudo

Esse é o primeiro filme do cineasta americano Spike Lee. Produzido em 1986, a história apresenta a vida de Nola Darling (Tracy Camilla Jonhs), uma artista negra que vive de forma bastante livre sua sexualidade.

Nola tem três namorados e tenta conciliar seus desejos e impulsos de maneira a não se tornar um objeto de cobiça, e sim respeitar suas vontades e apropriar-se de seu corpo. Um filme que traz questões muito relevantes e atuais em plena década de 80.

Vale destacar que a produção teve como consequência uma série de mesmo nome lançada em 2017 pela plataforma Netflix.

13. Me chame pelo seu nome (2017)

Direção: Luca Guadagnino

Com direção do italiano Luca Guadagnino, o filme LGBT Me chame pelo seu nome mostra a descoberta do amor na adolescência de maneira delicada.

O jovem Elio está passando as férias na casa de seus pais em uma casa de praia no norte da Itália. Tudo vai bem e aquele parece ser só mais um verão. Mas tudo se transforma quando o acadêmico Oliver chega para ajudar o pai de Elio em uma pesquisa.

Um filme sensível que trata o tema da homoafetividade de maneira natural e sem tabus.

14. O Diário de Bridget Jones (2001)

Direção: Sharon Maguire

O Diário de Bridget Jones, lançado em 2001, se tornou um clássico do gênero comédia-romântica. A protagonista, vivida por Renée Zellweger, é um símbolo de mulher simpática, engraçada e espontânea no cinema.

A produção é uma adaptação do livro de mesmo nome de Helen Fielding, a responsável pelo roteiro.

Bridget é uma mulher que passou dos 30 anos e está um tanto frustrada com o rumo de sua vida. Assim, no ano novo ela decide começar um diário, onde escreve suas fantasias e desejos, entre eles o de encontrar um homem para se casar.

Uma curiosidade é que a trama é inspirada na famosa história Orgulho e preconceito, escrita em 1813 pela britânica jane Austen.

15. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)

Direção: Jean-Pierre Jeunet

Um 2001 estreava nos cinemas a encantadora história de Amelie Poulain, uma jovem francesa romântica e solitária.

O filme de Jean-Pierre Jeunet fascinou o público e a crítica ao exibir um universo fantasioso no qual mergulhamos com a protagonista em busca de respostas e testemunhamos a descoberta do amor.

Amelie sempre foi um criança assustada, mas muito curiosa, características que leva para a vida adulta e a ajudam a transformar seu destino.

Além do roteiro, a fotografia, interpretação e trilha do sonora do filme são impecáveis. Por isso O fabuloso destino de Amelie Poulain se configura como um sucesso e ainda hoje reúne fãs no mundo todo.

Para ler mais: Filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain: resumo e análise

16. Edward Mãos de Tesoura (1990)

Direção: Tim Burton

Um conto de romance com um toque sombrio e fantasmagórico, assim é Edward Mãos de Tesoura, do cineasta Tim Burton. A produção é estrelada por Johnny Depp e Winona Ryder.

A história conta sobre o romance improvável entre uma bela jovem e um homem criado por um inventor que morreu antes de terminá-lo, deixando no lugar das mãos enormes tesouras.

Edward vive sozinho em um castelo e cria uma maneira peculiar de se relacionar com as pessoas. Bastante ingênuo, ele acaba sofrendo a descrença de uns e o oportunismo de outros.

17. Asas do Desejo (1987)

Direção: Wim Wenders

Nessa sensível e poética obra cinematográfica de Wim Wenders, vemos um cenário devastado pela solidão e angústia do pós-guerra na Alemanha. Dois anjos caminham sem ser vistos e buscam ajudar a humanidade a amenizar seus sofrimentos.

É nesse contexto que Damiel, um dos anjos, se apaixona por Marion, uma bela trapezista. Ele então decide deixar sua condição celestial e tornar-se humano para que possa viver o amor, assim como os demais anseios da humanidade.

Asas do desejo foi lançado em 1987, sendo o trabalho mais simbólico do cineasta alemão e vencendo o Festival de Cannes naquele ano.

18. O Curioso Caso de Benjamin Button (2008)

Direção: David Fincher

Uma história sobre a passagem do tempo, a fragilidade e o amor. O curioso caso de Benjamim Button é um filme de 2008 do diretor David Fincher.

Benjamim é um sujeito que nasceu idoso. Seu corpo de recém-nascido com aparência de velho causava espanto. A medida que cresce, Benjamim vai rejuvenescendo. Em sua vida, o tempo corre ao revés, assim, seus encontros e conexões com outras pessoas também sofrem as consequências.

É nesse contexto que seu romance com Daisy se torna complexo, pois é preciso que os dois tenham idades parecidas para que possam se relacionar. O fato faz com que tenham que esperar o momento certo com muita paciência e sabedoria.

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Laura Aidar
Laura Aidar
Arte-educadora, artista visual e fotógrafa. Licenciada em Educação Artística pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e formada em Fotografia pela Escola Panamericana de Arte e Design.