O universo fascinante de Quentin Tarantino em 8 filmes


Carolina Marcello
Carolina Marcello
Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes

Como reconhecer os personagens de Tarantino? Eles são aquela "gente esquisita" sobre a qual as nossas mães falavam... Rebeldes por natureza, com causa ou sem ela, as figuras que atravessam os seus filmes são cheias de vícios e falhas.

Violentas, marcadas por um humor mórbido e várias atividades ilícitas, as suas obras são um universo à parte: sombrio e colorido, de risadas e esguichos de sangue, paixões e cabeças rolando.

O diretor e roteirista é bastante carismático, faz questão de aparecer nos próprios filmes e já virou um ícone da nossa cultura. Ficou curioso? Venha conhecer mais!

Atenção: o artigo contém spoilers dos filmes em análise!

1. Cães de Aluguel (1992)

Cães de Aluguel vai deixar você pulando da cadeira. O terceiro filme de Tarantino é um longa-metragem de ação escrito e dirigido por ele, onde também interpreta o papel de Mr. Brown.

Passada no mundo do crime, a narrativa se foca num grupo de bandidos que são contratados para assaltar uma joalheria. Os homens não se conhecem entre si e apenas se tratam por "nomes de guerra", associados a cores.

A história não cobre o assalto em si, retratando apenas os acontecimentos que tiveram lugar antes e depois do roubo. Trata-se de um filme sobre os bastidores do mundo do crime, onde vemos as relações de camaradagem e traição entre os "profissionais".

Um dos criminosos, Mr. Blonde, se revela mais agressivo que os outros, matando várias pessoas durante o serviço. Como a polícia aparece de repente, precisam fugir e Mr. Orange acaba baleado.

Começam a achar que existe um informante entre eles e Blonde revela que sequestrou um policial, que está preso na mala do carro. Sádico, ele tortura o agente, que é novo no trabalho e não sabe quem é o "dedo duro".

Blonde rega Marvin, o policial, com gasolina e está prestes a incendiar o seu corpo quando leva um tiro de Orange, que afinal é um agente infiltrado.

Impasse mexicano em Cães de Aluguel
"Impasse mexicano" em Cães de Aluguel (1992).

O resto do grupo retorna e desconfia quando vê o parceiro morto: começam a se virar uns contra os outros. Acabam num "impasse mexicano" ao qual nenhum deles sobrevive. Enquanto a polícia invade o local, vemos Orange confessando a White que o informante era ele. O filme termina com um tiro e não sabemos qual deles morreu (provavelmente os dois).

Entre tiros, palavrões e uma trilha sonora contagiante, Cães de Aluguel já revela várias características que fizeram de Tarantino um diretor amado pelo público.

Embora não tenha obtido um grande sucesso quando foi lançado, acabou se tornando uma obra cinematográfica cult, considerado um dos melhores filmes independentes da época.

2. Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994)

Quando falamos sobre filmes do diretor, Pulp Fiction continua sendo o "queridinho", mesmo 25 anos depois do seu lançamento. Além de dirigir, ele também escreveu o roteiro, com base num argumento que criou com Roger Avary.

Um filme extremamente cool, da trilha sonora até aos cenários, passando pelos diálogos e pelos figurinos, Pulp Fiction chamou a atenção dos espectadores.

O longa é inspirado nas revistas pulp, publicações baratas no formato de folhetim que contavam histórias noir e também de ficção científica e fantasia.

Caracterizadas pela violência e o humor, as histórias também estavam carregadas de referências à cultura pop, e eram bastante comuns em meados do século XX.

No filme, assim como nas ficções pulp, a narrativa não é linear. Pelo contrário, seguimos várias histórias diferentes que em algum ponto se cruzam e não são contadas por ordem cronológica.

Jules e Vincent são uma dupla de assassinos a caminho de uma missão: recuperar uma maleta que foi roubada do seu chefe, Marsellus. Durante o serviço, bastante agressivo e que termina em morte, Jules conta que o patrão é muito ciumento.

Vicent percebe que está em maus lençóis, já que foi destinado a fazer companhia a Mia Wallace, a esposa, enquanto Marsellus está viajando. O bandido leva a mulher do patrão para jantar e acabam conversando e desabafando sobre a vida. Depois, entram num concurso de twist e vencem, com uma dança que se tornou a cena mais famosa do filme.

A trama explora também o abuso de drogas: Mia confunde a heroína de Vincent com cocaína e quase morre de overdose, segredo que prometem guardar.

pulp fiction , cena de dança
Mia e Vincent dançando, Pulp Fiction.

Enquanto isso, o lutador de box Butch Coolidge é contratado por Marsellus para perder uma partida. No entanto, aposta a favor de si mesmo e vence a luta, matando o seu adversário.

Foge com a namorada mas esquece um relógio de ouro, herança de família, e tem que voltar atrás. Se cruza com o "chefão" e acabam ficando reféns de um sequestrador que quer estuprá-los. Butch consegue se libertar e salva Marsellus, acertando as contas com ele.

Finalmente regressamos à história dos dois assassinos. Jules vê a morte passar perto quando disparam várias vezes contra ele e não conseguem acertar. Acreditando que foi salvo por um milagre, resolve que vai deixar o crime. No entanto, o destino tem outros planos e ele acaba dando um tiro na cabeça de um homem, sem querer, enquanto dirige com a arma na mão.

São cenas como essa, de um humor surpreendente, que fazem de Pulp Fiction uma obra cinematográfica imperdível. No meio de tanta adrenalina, o filme está cheio de conversas e monólogos que não falham em nos mostrar os mundos interiores dos personagens e suas visões sobre a vida.

3. Jackie Brown (1997)

O filme conta a história da protagonista, Jackie, que trabalha como aeromoça voando entre os Estados Unidos e o México. Ela aproveita a posição de fácil acesso aos países para fazer contrabando de dinheiro e tráfico de drogas.

Depois de ser presa, o "patrão" vem pagar sua fiança, porque não pode arriscar que ela se torne informante. A mulher acaba trabalhando como "agente dupla", do lado da polícia e dos bandidos.

Durante o processo conhece e fica amiga de Max, o agente de fianças. Com a sua ajuda, planeja um golpe e engana a todos, conseguindo fugir com 500 mil dólares.

Embora haja uma clara tensão amorosa entre os dois, confirmada pelo momento em que se beijam, o casal não termina junto e ela parte sozinha.

Um filme policial onde uma protagonista feminina "dá as cartas" no mundo da bandidagem, Jackie Brown é vanguardista para a época em que foi feito.

Contrariando muitas narrativas com mulheres no centro, Jackie não está no crime por amor, nem por vingança. Ela é ambiciosa e calculista, tal como os seus parceiros: ela quer dinheiro.

Jackie Brown apontando a sua arma.
Jackie Brown apontando a sua arma.

Dirigido e escrito por Tarantino, Jackie Brown é uma adaptação de Rum Punch (1992), romance de Elmore Leonard. Trata-se de uma homenagem aos filmes blaxploitation, populares na década de 70.

Produzidos por e para negros norte-americanos, os filmes geralmente eram de ação, podendo adotar vários subgêneros.

Outra característica do movimento cinematográfico é a existência de trilhas sonoras representativas da música negra norte-americana. O longa de Tarantino cumpre a tradição, com clássicos de soul e funk como pano de fundo.

4. Kill Bill: Volumes 1 e 2 (2003, 2004)

Quem não lembra de Uma Thurman de macacão amarelo e espada na mão? Dividido em dois volumes, Kill Bill é, sem dúvida, um dos maiores êxitos do diretor.

Entre camadas de violência, muitas vezes gratuita, Tarantino conta uma história de vingança feminina, inspirada pelo cinema japonês, sobretudo o longa-metragem Lady Snowblood (1973).

Ao longo das 4 horas de narrativa, podemos encontrar várias referências à cultura japonesa, como o anime e os filmes antigos de artes marciais.

A protagonista, Beatrix Kiddo, representada como uma "samurai ocidental", tem uma lista de alvos a abater. Acima de tudo, ela tem uma grande motivação: matar Bill (Kill Bill). Um homem perigoso, ele era o chefe da sua gangue, o Esquadrão Assassino de Víboras Mortais.

Kiddo o amava e tinha um relacionamento com ele, mas resolve fugir quando descobre que está grávida. O filme começa na cena do casamento da protagonista com outra pessoa, que é invadido por Bill e sua gangue.

Ela é espancada e leva um tiro na cabeça do antigo companheiro. Depois de anos em coma, acorda e descobre que perdeu o bebê. Aí, sua vontade de viver é alimentada pela sede de vingança e Beatrix decide ir atrás de todos os envolvidos no crime.

Através de flashbacks, descobrimos que ela é uma guerreira altamente treinada, conhecida como "Mamba-Negra", por causa da cobra letal.

Kiddo lutando contra os inimigos.
Kiddo lutando contra os inimigos.

Primeiro mata as antigas parceiras: Vernita Green, O-Ren Ishii e Elle Driver. Em seguida, parte em busca de Bill, não sem antes ser enterrada viva pelo seu irmão, Budd.

Um dos aspectos interessantes do filme é modo como ele nos faz torcer pela protagonista, não importa o quão cruel ou sangrenta seja a sua conduta.

Esse fator combinado com o gênio de Tarantino conduz a efeitos cômicos que não sabemos bem explicar. As cenas de violência mais grotescas, que noutra situação nos fariam passar mal, acabam nos fazendo rir.

No final da história, a "Mamba-Negra" se torna aquilo que menos esperávamos: mãe. Chegando na casa de Bill, descobre que a filha dos dois sobreviveu e está lá. Emocionada, ela resolve criar a filha, mas não desiste de sua missão e mata o rival.

5. À Prova de Morte (2005)

À Prova de Morte é uma carta de amor do diretor aos clássicos de terror dos anos 70. Parte do projeto Grindhouse, o filme foi apresentado juntamente com Planet Terror, dirigido por Robert Rodriguez.

A narrativa conta a história de Mike McKay, um dublê de cinema que usa o seu carro "100% à prova de morte" para assassinar mulheres, provocando acidentes de propósito. No filme, não faltam corridas de carros e mortes terríveis.

Mike conhece um grupo de amigas que está num bar comemorando o aniversário de uma delas. Acaba seguindo o seu trilho e batendo com carro contra elas, provocando a morte imediata de todas.

O filme tem uma reviravolta quando o assassino encontra outro carro cheio de mulheres, passeando na estrada. Ele começa a persegui-las e vai atrás delas quando Zoë, que também é dublê, leva as amigas para testar um antigo carro de corridas.

Enquanto elas treinam algumas manobras, Mike consegue pegá-las de surpresa e bater contra o seu carro. Desta vez, contudo, acontece uma coisa que ele não esperava: as vítimas revidam.

Gangue de mulheres dentro do carro.
Amigas dentro no carro de corrida.

Zoë também é um "ás do volante" e está dirigindo uma máquina super rápida. Assim, se torna concorrência para o criminoso e ambos usam seus carros para batalhar nas estradas. Com uma manobra, ele faz com que a mulher seja projetada para fora do carro e abandona a cena, pensando que a matou.

É aí que o caçador vira caça: ela sobrevive e vai, com sua gangue de amigas, atrás de vingança. Depois de uma longa perseguição, elas conseguem arrancá-lo do carro e o espancam até à morte.

Com claras influências do gênero slasher, que se caracteriza pela existência de um psicopata em série, o diretor também se inspirou nos filmes de exploitation. Como próprio nome indica, as obras cinematográficas desse movimento norte-americano exploravam tópicos que estavam em voga, sendo consideradas de baixa qualidade.

6. Bastardos Inglórios (2009)

Bastardos Inglórios é um filme passado durante a Segunda Guerra Mundial, na França ocupada pelos nazistas. A narrativa de ficção se serve de elementos históricos, tratando uma das épocas mais sombrias do nosso passado coletivo.

Mesmo assim, bem ao estilo de Tarantino, que escreveu e dirigiu, o filme nos prende através de suas cenas de luta, diálogos marcantes e trilha sonora. Como também é comum na sua filmografia, esta é uma história de vingança.

Shosanna Dreyfus é uma jovem francesa de ascendência judaica que vê sua família ser assassinada pelos alemães mas consegue escapar. Vai para Paris onde acaba abrindo um cinema.

Enquanto isso, estava se formando um exército de soldados norte-americanos judeus que se divertiam matando nazistas: os "Bastardos".

O longa também retrata o ditador, Hitler, ridicularizando a sua sede insaciável de poder e o representando como um homem com comportamentos infantis e histéricos.

Com o nome falso Emmanuelle Mimieux, Shosanna conhece um soldado alemão, Fredrick Zoller, conhecido por ter matar 250 homens numa só batalha. Ela o convence a organizar o lançamento de um filme de propaganda nazista, do qual ele era a estrela, no seu cinema.

Com a ajuda do namorado, que trabalha ao seu lado, ela planeja matar as grandes figuras do partido que vão assistir o filme. Sem saber disso, os "Bastardos" também estão armando um ataque para essa noite.

Reunião de nazistas no cinema.
Cinema onde montam a armadilha para os nazistas.

No meio disso tudo, não podemos deixar de mencionar as aventuras e desventuras do bando, que provocam boas gargalhadas. Além das lutas que travam, eles tentam "ser discretos" para sobreviver, fingindo ser de outras nacionalidades e falhando miseravelmente.

Zoller, que estava obcecado com Shosanna, tenta agarrá-la na sala de projeção e se torna violento quando é rejeitado. Ela reage apontando uma arma e acabam os dois mortos. Durante o filme, o namorado da protagonista tranca as portas do cinema. Na tela, surge o rosto dela, anunciando que todos eles iriam morrer nas mãos de uma mulher judia.

Os "Bastardos" conseguem entrar no lugar onde estava Hitler e matá-lo mas, nessa altura, começam as explosões e o fogo no cinema. Embora os "mocinhos" (se assim podemos dizer) acabem mal, porque o incêndio não deixa sobreviventes, cumprem o seu objetivo: matar um monte de nazistas.

7. Django Livre (2012)

Django Livre é um filme de faroeste tudo menos comum. Ele retrata a realidade e os horrores da escravidão nos Estados Unidos da América, contando a história de um antigo escravo que viaja pelo país em busca da esposa.

Tudo acontece porque o caminho do protagonista se cruza com o de Dr. Schultz, um caçador de recompensas alemão que precisa da sua ajuda para um trabalho. Assim, os dois fazem o trato: se a missão for um sucesso, Django receberá a sua liberdade.

A relação entre os dois, no entanto, não é de subserviência. Precisam um do outro e acabam virando parceiros. Por isso, mesmo quando é libertado, escolhe continuar viagem ao lado de Schultz.

Juntos, desta vez como amigos, partem numa aventura atrás do rastro de Broomhilda, a mulher do protagonista. Acabam atravessando o país e, durante a viagem, podemos perceber o clima de opressão, segregação e violência racial. Embora Django seja um homem livre, ele é a exceção na época.

Tudo isso se intensifica com suas passagens no Tennessee e no Mississippi, onde assistem a sessões de tortura e extrema violência direcionadas aos escravos das plantações. É nesse último destino que está Broomhilda, servindo na casa de Calvin J. Candie, um fazendeiro carismático mas sádico e cruel.

Calvin representa o privilégio racial e financeiro e claramente subestima os negros. A dupla monta um esquema e Schultz aparece, alegando que quer comprar a mulher. Broomhilda finge não reconhecer o marido.

Django e o seu companheiro.
Django e o seu companheiro.

Stephen, o escravo de Calvin que vive na sua casa, percebe o plano e quer sabotá-lo. Um homem mais velho, ele simboliza o preconceito de um indivíduo contra si mesmo. Tendo servido a vida inteira, acredita que o destino dos negros é a escravidão e quer impedir a libertação da mulher.

Calvin é alertado por Stephen e decide que o acordo deve ser assinado com armas apontadas para os intervenientes. Ainda assim, o parceiro de Django avança com o plano e mata o fazendeiro, sendo morto logo depois. O protagonista e a esposa acabam sendo feito prisioneiros e ele é torturado repetidamente.

Aí, esta se transforma numa narrativa de vingança. Django está sendo levado para longe para ser escravizado quando convence os transportadores que é um caçador de recompensas e pode ganhar uma fortuna. Eles decidem libertá-lo e são mortos logo em seguida.

Enquanto os familiares de Calvin estão no seu funeral, ele invade a casa, recuperando os papéis de alforria da mulher e libertando todos os escravos, não sem antes matar os torturadores. Finalmente, faz a casa explodir com dinamite e assiste, com a esposa, de longe.

8. Os Oito Odiados (2015)

Os Oito Odiados é outro filme de faroeste do diretor, que também foi escrito por ele. Desta vez, a saga se passa no Wyoming, depois da Guerra Civil Americana.

O longa conta a história de um bando bem estranho que fica preso numa montanha, na sequência de uma tempestade de neve.

Pedindo carona para uma carruagem coletiva (conhecidas como "diligências"), o caçador de recompensas Marquis Warren conhece o colega de profissão, John Ruth, que carrega Daisy Domergue como prisioneira. No meio do cenário caótico, a conversa aborda a situação política do país e todos discutem.

Durante a viagem, a carruagem acaba pegando novos passageiros: um ex-confederado, um mexicano, um carrasco e um xerife. Com um grupo tão grande, e num cenário social tão complexo, é notória a tensão e o medo de que alguém esteja planejando atacar.

Marquis Warren e John Ruth na neve.
Marquis Warren e John Ruth na neve.

Rapidamente as coisas pioram, quando Daisy percebe que alguém envenenou o café, com a intenção de matar os demais. Começa, então, na montanha, uma luta sangrenta entre eles. No final, como é costume nos filmes do diretor, não sobra ninguém.

Sobre Quentin Tarantino e Era uma vez... em Hollywood

Que Quentin Tarantino é apaixonado por cinema, nós não temos a menor dúvida. Começou trabalhando na área durante a década de 80, demonstrando também o seu talento para escrever roteiros. Em 1994, Pulp Fiction, o quinto filme, conquistou o seu lugar no panorama internacional.

Suas obras são provocadoras, estilosas, nos deixam com vontade de dar "um passeio no lado selvagem", como diria Lou Reed. Através de uma estética múltipla mas só sua, os filmes que cria são facilmente reconhecíveis, pois nos transportam para um universo particular.

Retrato do diretor a preto e branco.
Retrato do diretor a preto e branco.

Com palavrões, litros de sangue e muitas piadas, sua cinematografia demonstra também um vasto conhecimento da cultura pop, refletindo a época em que foi produzida.

Contudo, as referências do artista parecem ser múltiplas e inesgotáveis: da música às histórias em quadrinhos, passando pelas lutas marciais, os filmes de faroeste e a própria História dos Estados Unidos.

Em Era uma vez... em Hollywood, ele parece se debruçar sobre um de seus temas favoritos: a sétima arte. Aqui, os protagonistas são o ator de televisão Rick Dalton e seu amigo e dublê, Cliff Booth. Cansados das suas carreiras, eles decidem tentar a sorte na indústria do cinema.

Assista o trailer abaixo:

O filme é passado em 1969 e acompanha o final da "era dourada" de Hollywood e o começo do declínio. Segundo os críticos, o longa demonstra o amor do diretor pela década de 60.

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É impossível assistir um filme de Tarantino e não ficar contagiado pela trilha sonora! Extremamente eclético, o diretor adora música e tem um gosto bem apurado.

Está pronto para encarar as aventuras do dia a dia com um som de fundo épico? Então aperte o play:

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Carolina Marcello
Carolina Marcello
Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes (2014) e licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos (2011) pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.