Os 15 melhores livros para expandir a sua mente em 2022


Revisão por Laura Aidar
Escrito por Rebeca Fuks

Dessa vez topamos o desafio de criar uma lista de obras que nos tirassem da zona de conforto! Aqui você encontrará ensaios com viés científico, romances e até mesmo diários.

Nosso objetivo é apresentar uma lista de livros para repensar valores, refletir sobre a vida e expandir o horizonte.

1. A gente mira no amor e acerta na solidão, de Ana Suy (2022)

capa do livro A gente mira no amor e acerta na solidão

Esse é um livro lançado em 2022 pela psicanalista e professora Ana Suy. Em 160 páginas, a autora aborda diversas facetas dessa jornada misteriosa, potente e muitas vezes trágica que é se relacionar amorosamente com o outro.

Surgido a partir de observações feitas em consultório e de seus próprios processos psicanalíticos, Ana apresenta reflexões poderosas sobre o amor, a solidão e a importância de olhar para a própria história com gentileza e compaixão.

2. Sonho Manifesto, de Sidarta Ribeiro (2022)

capa do livro Sonho Manifesto, de Sidarta Ribeiro

O conhecido neurocientista Sidarta Ribeiro, autor de Oráculo da Noite, lança em 2022 Sonho Manifesto. O novo livro traça paralelos entre a história da humanidade e os rumos que estamos tomando, trazendo questões como a crise ambiental e o aprofundamento das desigualdades sociais.

Em paralelo, ele apresenta sua visão sobre como podemos aproveitar as oportunidades que temos para expandir a consciência e buscar soluções para resolver grandes problemas que assolam o planeta.

3. Orçamento sem falhas, de Nath Finanças (2021)

capa do livro orçamento sem falhas

Referência de educação financeira para jovens, Nath Finanças ficou famosa na internet ao falar sobre dinheiro e como organizar suas finanças.

Em 2021 lançou Orçamento sem falhas, livro onde aborda com humor e simplicidade os principais problemas (e soluções!) que afetam a população quando se fala de dinheiro.

Ela dá dicas preciosas que vão te ajudar a abrir a mente e pensar em estratégias para melhorar a relação com seu bolso.

4. Banzeiro òkòtó: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo, de Eliane Brum (2021)

Capa do livro Banzeiro òkòtó: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo, de Eliane Brum

Lançado em outubro de 2021, esse é um relato da jornalista e escritora brasileira Eliane Brum sobre sua vivência na região amazônica e a devastação que ameaça o lugar.

Em 2017 Eliane se mudou para a Altamira, no Pará. Assim, ela acompanha de perto o avanço da destruição das matas e a luta dos povos para manter a floresta em pé e sobreviver em meio à barbárie.

Com uma escrita cativante, a autora mistura uma narrativa pessoal com a cobertura jornalística, tornando evidente a preocupante situação ambiental brasileira.

5. Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak (2019)

capa do livro Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak

O pensador indígena Ailton Krenak, da etnia Crenaque, é um dos nomes de destaque no cenário brasileiro atual no que diz respeito à luta ambiental e dos povos das florestas.

Em seu livro Ideias para adiar o fim do mundo, lançado em 2019, Ailton expõe sua cosmovisão, na qual apresenta o ser humano em relação direta com a natureza.

Assim, ele propõe um olhar mais amplo e sensível sobre o assunto, enfatizando a necessidade de conservação da vida em todos os níveis, para que todos nós possamos desfrutar de uma existência mais digna.

6. Breves respostas para grandes questões, de Stephen Hawking (2018)

capa do livro Breves respostas para grandes questões

Esse é o último livro do renomado físico e cosmólogo britânico Stephen Hawking, falecido pouco antes da publicação da obra, em 2018.

Aqui, Hawking aborda questões de difícil compreensão, trazendo respostas simples, elaboradas com base em seus estudos científicos da vida toda.

Assim, esse é um belo livro para expandir a mente, onde temos acesso a suas reflexões para perguntas como: Deus existe?, Sobreviveremos na Terra?, O que há dentro de um buraco negro?, e outras tantas dúvidas da humanidade.

7. O caminho do artista, de Julia Cameron (1992)

capa do livro O caminho do artista

Quando se trata de livros para despertar a criatividade, O caminho de artista é um dos mais recomendados.

Com mais de 4 milhões de exemplares vendidos, o best-seller foi lançado em 1992 pela multiartista norte-americana Julia Cameron e é considerado um divisor de águas para todos que querem potencializar a capacidade criativa.

O livro é uma ferramenta interessante, pois possui exercícios práticos e reflexões que ajudam de fato a sair da inércia e colocar as ideias no mundo de maneira objetiva. Uma boa pedida para desbloquear a imaginação e inventividade, não apenas para artistas.

8. Em busca do tempo perdido, de Proust (1913-1927)

Em busca do tempo perdido

O clássico criado por Proust ocupa um bom pedaço da estante e é uma escrita que fará você (re)pensar a sua relação com o passado.

A história narrada pelo escritor francês consegue nos fazer viajar pelo tempo e reelaborar as nossas vivências que julgávamos perdidas.

Ao longo dos muitos volumes percebemos os mecanismos que fazem mover a engrenagem da memória voluntária e involuntária e modificamos a nossa maneira de lidar com os tempos remotos.

9. O andar do bêbado, de Leonard Mlodinow (2008)

O andar do bêbado

O andar de bêbado não se trata de uma ficção, mas sim de uma obra com base científica apoiada por conceitos da física, da matemática, da economia e da psicologia.

Leonard Mlodinow tenta explicar o papel do acaso em nossa vida cotidiana e como alguns dos sucessos das mais diversas áreas podem ser justificados pela ciência.

Com a ajuda do autor ficamos conhecendo conceitos básicos de probabilidade, acaso, estatística, sorte, padrão e aleatoriedade. A leitura de O andar do bêbado faz perceber como muitas vezes aquilo que julgamos ter total controle está fora das nossas mãos.

10. Por que fazemos o que fazemos?, de Mario Sergio Cortella (2016)

Por que fazemos o que fazemos?

Mario Sergio Cortella é professor e filósofo e escreveu Por que fazemos o que fazemos? para refletir principalmente sobre a nossa relação com aquilo que ocupa a maior parte do nosso dia: o trabalho.

Muitas vezes escolhemos uma carreira por sugestão da família ou por indução dos amigos e vamos assistindo o passar dos anos fazendo algo que, no fundo, não nos interessa tanto assim.

Por que fazemos o que fazemos? é um convite para a pausa e para a reflexão. Você faz aquilo que gosta? Acha que pode fazer a diferença? Tem prazer na sua rotina?

11. O filho eterno, de Cristóvão Tezza (2016)

O filho eterno

Apesar de ser classificado como romance, O filho eterno é um livro profundamente autobiográfico e narra a história de um sujeito que descobre que vai ser pai de uma criança com síndrome de Down.

Genuinamente honesto e transparente, assistimos as angústias que rondam a cabeça desse homem a princípio cheio de preconceitos.

12. 1984, de George Orwell (1949)

1984

Já imaginou como seria viver sob o comando de um regime totalitário que controlasse a todos com câmeras de segurança? George Orwell pensou nesse cenário perturbador ao lançar no ano de 1949 uma distopia sobre um futuro terrível.

Winston Smith, o protagonista da história, trabalha no Departamento de Documentação do Ministério da Verdade e é um dos responsáveis pela propaganda e reescrita do passado. Ou seja, sua função é reescrever os jornais e documentos antigos de modo a apoiar o partido no poder.

A ficção do britânico está longe de ser uma criação descolada da realidade e a leitura do romance ajuda-nos a perceber melhor os limites do mundo em que estamos vivendo.

13. Homo Deus, de Yuval Noah Harari (2015)

Homo Deus

O livro concebido pelo israelense Yuval Noah Harari está dividido em três partes e é um best-seller contemporâneo que procura investigar de onde viemos, quem somos e para onde vamos.

O olhar que busca englobar o passado, o presente e o futuro tem como base estudos científicos, filosóficos e históricos.

Ao tentar perceber de onde viemos e como chegamos até aqui, Harari pretende traçar um panorama e descobrir onde provavelmente iremos chegar.

14. Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie (2014)

sejamos-todos-feministas

O ensaio da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie não é uma apologia ao feminismo radical ou uma espécie de manifesto teórico sobre o tema.

As palavras de Chimamanda são antes uma maneira de externalizar a sua experiência pessoal enquanto mulher negra e de exprimir o que ainda precisa ser feito para que as mulheres sejam tratadas com a devida equidade.

O livro pretende sobretudo propor um olhar para o futuro: como fazer para deixamos o mundo que desejamos para os nossos descendentes?

A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.

15. É isto um homem, de Primo Levi (1947)

É isto um homem

O clássico escrito pelo criador judeu Primo Levi pretende alertar sobre os limites da humanidade. Sobrevivente do holocausto, escrever foi a maneira que o autor encontrou de imortalizar os fatos vividos e suplicar para que o horror nunca mais se repita.

Ao contrário do que desejávamos, o preconceito, a intolerância e o ódio permanecem disseminados nos dias de hoje e o ensaio é uma leitura obrigatória para nos fazer repensar a nossa capacidade de empatia e solidariedade.

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Laura Aidar
Revisão por Laura Aidar
Arte-educadora, artista visual e fotógrafa. Licenciada em Educação Artística pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e formada em Fotografia pela Escola Panamericana de Arte e Design.
Rebeca Fuks
Escrito por Rebeca Fuks
Formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2010), mestre em Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013) e doutora em Estudos de Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa (2018).