Frase O essencial é invisível aos olhos


A frase "O essencial é invisível aos olhos" foi retirada do livro O pequeno príncipe, um clássico da literatura escrito pelo aviador francês Antoine de Saint-Exupéry.

A frase original é "L’essentiel est invisible pour les yeux", para o inglês a oração foi traduzida como "that the essential remains invisible to the eyes".

Origem da frase

A frase "O essencial é invisível aos olhos" saiu do livro O pequeno príncipe, publicado no dia 6 de abril de 1943, em Nova Iorque. A publicação francesa só surgiu três anos depois da versão americana, em 1946.

Primeira edição do livro.
Primeira edição do livro.

A história é simples: um piloto cai em meio ao deserto do Saara e lá encontra um pequeno príncipe que o induz a uma série de reflexões filosóficas.

O escritor Antoine de Saint-Exupéry havia passado por uma situação semelhante quando aterrou de emergência no deserto do Saara. 

A frase é proferida pela raposa, que se vangloria por ser guiada pelos afetos e por seguir os seus sentimentos. Segundo o ensinamento do fofo animal, o instinto deveria vir a frente da razão. 

O principezinho logo a seguir repete a oração da raposa, de modo a fixa-la na mente.

A passagem completa que contém a reflexão é a seguinte:

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. 

Quebrando recordes

O pequeno príncipe é o quinto livro mais vendido do planeta, apenas atrás da Bíblia, de Um conto de duas cidades (Charles Dickens), de Xinhua Zidian (dicionário de caracteres chineses) e de Dom Quixote (Cervantes).

É o título francês comercialmente mais bem sucedido, estima-se que o livro tenha vendido mais de 145 milhões de exemplares. 

O sucesso de vendas foi tal que a obra de Exupéry está traduzida para cerca de 210 idiomas se tornando o terceiro livro mais traduzido da história. 

Audiobook

O livro O pequeno príncipe está disponível em formato audiolivro:

Adaptações para o cinema

Foram alguns os filmes de longa e curta metragem criados a partir do livro, selecionamos as três versões mais celebradas da história do cinema.

Malenkiy prints, versão de 1966

A primeira adaptação cinematográfica foi realizada pelo diretor lituano Arünas Zebriünas.

Cartaz do primeiro filme.
Cartaz do primeiro filme.

The Little Prince, versão de 1974

A segunda versão para o cinema foi um longa metragem musical feito em parceria entre os Estados Unidos e o Reino Unido.

Quem assinou a direção do filme foi Stanley Donen, que já havia dirigido o clássico Cantando na chuva, de 1952.

Le Petit Prince, versão de 2015

A animação computadorizada de origem francesa inspirada no livro de Exupéry foi dirigida por Mark Osborne e lançada em agosto de 2015.

Leia o livro na íntegra

O pequeno príncipe está disponível para download gratuito.

Tatuagens

A frase "O essencial é invisível aos olhos" ficou tão conhecida que uma série de tatuagens começaram a surgir em homenagem a filosofia da raposa ensinada ao pequeno príncipe.

Tatuagem

Tatuagem

Tatuagem

Produtos

A frase também estampa uma série de produtos dos mais variados tipos, entre eles placas decorativas, almofadas, camisetas, canecas e luminárias.

Quadro decorativo
Placa decorativa.
Caneca.
Caneca.
Caixa de madeira.
Caixa de madeira iluminada.
Camisa.
Camisa.
Almofada.
Almofada.
Quadro.
Quadro.

Sobre Antoine de Saint-Exupéry

Nascido em Lyon, na França, no dia 29 de junho de 1900, Antoine de Saint-Exupéry era filho de um casal de condes e sempre foi apaixonado por aviação.

O francês que ficou conhecido por criar um dos maiores livros da literatura infantil também era piloto profissional, tendo pertencido inclusive a Aeronáutica Francesa. Além de ter criado ficção, escreveu ensaios autobiográficos baseados na sua experiência pessoal na aviação.

Pouco se sabe da morte de Saint-Exupéry ocorrida no dia 31 de julho de 1944, quando o autor tinha apenas 44 anos. Antoine pilotava no Mediterrâneo e simplesmente desapareceu. Especula-se que a sua morte tenha se tratado de um suicídio, embora a região fizesse com que a suspeita de abate militar fosse igualmente possível. 

Os destroços do avião (incluindo o número de série: 2734-L) só foram encontrados 54 anos mais tarde, em 1998, no mar Mediterrâneo. O corpo de Antoine jamais apareceu.

O piloto não viu o sucesso da sua publicação, que só foi estourou em 1946 na França.

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